**Lead** A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplicou uma multa de R$ 11,4 milhões à Enel Distribuição São Paulo pelos apagões que atingiram a região metropolitana entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. As interrupções no fornecimento de energia, que duraram até 48 horas em alguns bairros, tiveram impacto direto no calendário esportivo paulista: partidas do Campeonato Paulista foram adiadas, estádios ficaram sem iluminação e centros de treinamento de clubes da capital e do interior operaram com geradores por dias.
**Contexto** Os apagões começaram no fim de 2025, após uma forte tempestade que derrubou dezenas de postes e danificou subestações na Grande São Paulo. A Enel, que já acumula histórico de reclamações por falhas na prestação de serviços, levou mais de 72 horas para restabelecer a energia em áreas críticas, como a zona sul da capital e municípios como Osasco e Guarulhos. A demora afetou diretamente a preparação de times de futebol para a temporada 2026. Clubes como Corinthians, Palmeiras e São Paulo, que utilizam centros de treinamento na região metropolitana, relataram prejuízos com a paralisação de atividades físicas e a perda de alimentos perecíveis armazenados em câmaras frias.
Além do futebol profissional, competições amadoras e eventos de esporte olímpico foram prejudicados. O Ginásio do Ibirapuera, que sediaria uma etapa do circuito de vôlei de praia, precisou cancelar jogos após a falta de energia por mais de 24 horas. A Federação Paulista de Futebol (FPF) afirmou, em comunicado oficial, que três partidas da primeira rodada do Campeonato Paulista de 2026 foram remarcadas devido à impossibilidade de garantir a iluminação dos estádios dentro dos padrões exigidos pela CBF. A Enel, por sua vez, atribuiu os apagões à severidade climática e prometeu investimentos em redes subterrâneas, mas não apresentou cronograma.
A multa aplicada pela Aneel é a maior já imposta à concessionária por descumprimento de metas de continuidade do serviço. A agência regulatora considerou a reincidência da Enel em falhas semelhantes nos anos anterioress. Dados do órgão indicam que, entre 2023 e 2025,, a empresa acumulou mais de 12 mil reclamações por interrupções no fornecimento na região dde São Paulo. A multa de R$ 11,4 milhões corresponde a 0,5% da receita operacional da empresa no estado ou 8% do valor investido em melhorias no ultimo trimestre de 2025.
**Análise** O impacto dos apagões sobre o esporte paulista vai além do prejuízo imediato. A insegurança energética afeta a atratividade de São Paulo como centro de eventos esportivos internacionais. A JJogos Olímpicos de 204? ainda não têm sede definida, mas a infraestrutura elétrica é um dos critérios técnicos avaliados. A repetição de blecautes durante partidas televisionadas pode danificar a imágem das ligas locais no exterior, reduzindo a venda de direitos de transmissão e diminuindo o interesse de patrocinadores.
Outro ponto relevante é a vulnerabilidade das categorias de base. Clubes que dependem de escolinhas e programas sociais em comunidades periféricas sofreram com a paralisação de aulas de esportes noturnas. Sem energia para iluminação de campoes e academias, jovens atletas perderam dias de treino num momento crítico de preparação para campeonatos estaduais sub-20. O efeito cumulativo desssa interrupção pode se refletir na formação de novos talentos nos próximos anos.
**Fontes** As informações foram baseadas em dados oficiiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), comunicados da Federação Paulista de Futebol (FPF) e reportagens veiculadas pelos principais jornais do estado de São Paulo, incluindo relatos de clubes e federações esportivas. Nenhuma declaração foi atribuída a indivíduos sem confirmação pública.
Por Renan Filho · 2026-10-21