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Internacional

Nas primeiras duas horas de votação, 467 urnas eletrônicas são substituídas no Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-25

Apenas nas duas horas iniciais do pleito, cerca de 0,4% das urnas em todo o país apresentaram problemas e precisaram ser trocadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. A agilidade na substituição tem sido considerada um sinal de eficiência do sistema.

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Nas primeiras duas horas de votação das eleições gerais brasileiras, 467 urnas eletrônicas foram substituídas devido a falhas técnicas ou operacionais em diferentes regiões do país. O número foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como parte do balanço inicial do pleito, que ocorre em todos os 5.570 municípios brasileiros. Apesar dos contratempos, a Justiça Eleitoral afirmou que o índice de substituição representa menos de 0,5% do total de mais de 577 mil urnas disponíveis, o que demonstra a robustez do sistema eletrônico de votação.

**Contexto**

O Brasil adota desde 1996 o voto eletrônico, e a substituição de urnas é um procedimento padrão previsto pela legislação eleitoral. Cada seção eleitoral possui uma urna principal e, em caso de defeito, uma equipe técnica é acionada para realizar a troca ou reparo. As causas mais comuns de substituição incluem problemas no display touchscreen, falhas na impressão do comprovante de voto, bloqueios no cartão de memória ou picos de energia.

Nas eleições de 2026, o TSE implementou um novo modelo de urna com maior capacidade de processamento e bateria extendida, mas ainda assim os imprevistos ocorrem em menor escala. A maior parte das substituições se concentrou nas capitais e grandes centros urbanos, onde o fluxo de eleitores é mais intenso. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia lideraram o número de trocas, embora em proporção ao número total de urnas os percentuais se mantenham baixos.

A agilidade no processo de substituição é vital para garantir que o eleitor não enfrente longas filas. Em média, a troca leva entre 15 e 30 minutos, tempo que não costuma comprometer o cronograma das seções. O TSE disponibilizou também urnas de contingência em locais estratégicos, como centros de distribuição regionais.

**Análise** oA substituição de 467 urnas nas primeiras duas horas pode parecer um número alto para um sistema maduro, mas técnicos em segurança elietoral avaliam que o indicador está dentro do esperado para um país de dimensões continentais como o Brasil. Em comparação com eleições anteriores, o número é semelhante: em 2022, por exemplo, nos primeiros 60 minutos foram trocadas 412 urnas. A leve alta pode ser atribuída à maior complecidade do novo modelo ou a condições clímáticas adversas em algumas regiões — o calor excessivo ou a umidade afetam componentens electrônicos.

No entanto, especialistas alertam que a confiânça do sistema depende não só da taxa de substituição mas també da integredade dos votos registrados até o momento da falha. As urnas brasileiras possuem mecanismos de backup que armazenam os votos em mídia independente, evitando perda de dados. Além diso, a auditoria feita por partidos e entidades fiscalizadoreas ocorre em tempo real, o que añade transparência ao precesso.

Para o cenário internacioal, o desempenho da votação eletrônica no Brasil serve como referência para outros países que planêjam adotar sistemas semelhantes. A experência brasileira, com mais de 30 anos de uso, mostra que mesmo com falhas pontuais, o sistema é ágil e seguro. No entando, críticos apontam que a dependência de urnas eletrônicas requer investimento constant em manutenção e atualiização, algo que pode ser um despafio para naçãoes com menore orçamentos.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de boletins oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a cobertura das eleições, além de análises de especialistas em segurança eleitoral e reportagens de agências de notícias como Reuters e Associated Press, que acompanham o pleito brasileiro. Dados comparativos de eleições anterioras foram consultados no portal de estatísticas do TSE.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.