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Politica

Disputa ao governo de Santa Catarina se acirra com indefinição nas pesquisas

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-03

A corrida eleitoral para o Palácio dos Barões entra em reta final com empate técnico entre os principais candidatos; cenário reflete polarização nacional e questões locais.

**Lead**

A eleição para governador de Santa Catarina em 2026 entra em sua fase mais intensa, com os principais candidatos intensificando agendas e as pesquisas de intenção de voto apontando um cenário de empate técnico entre os líderes. O estado, conhecido por sua tradição de centro-direita, vive uma disputa que combina a polarização nacional com pautas regionais como segurança pública e infraestrutura. A indefinição mantém em alerta os partidos, que já articulam alianças de segundo turno.

**Contexto**

Santa Catarina tem um histórico eleitoral marcado pela alternância entre partidos de direita e centro, com raras incursões da esquerda ao governo. O atual governador, filiado ao Partido Liberal (PL), busca a reeleição após um mandato que enfrentou desafios na área de saúde e logística, mas que também registrou avanços em indicadores econômicos. Do lado da oposição, a principal coligação reúne Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e outras legendas de centro-esquerda, tendo como cabeça de chapa um nome oriundo do legislativo federal, com forte atuação em pautas sociais. Além deles, partidos como Novo e PSDB tentam se viabilizar como terceira via, apostando em discursos de renovação e gestão eficiente.

As pesquisas mais recentes, realizadas por institutos como Datafolha e Ipec, indicam que a disputa está concentrada entre dois candidatos, com vantagem dentro da margem de erro. O terceiro colocado aparece numericamente distante, mas ainda com potencial de crescimento, especialmente entre eleitores indecisos, que representam parcela significativa do eleitorado. A campanha tem sido marcada por debates acalorados sobre segurança pública — tema sensível no estado — e sobre a continuidade de obras de infraestrutura, como a duplicação de rodovias e a ampliação do Porto de Itajaí.

**Análise**

A eleição catarinense é observada nacionalmente como um termômetro para a corrida presidencial. O estado, que possui o quarto maior PIB do Brasil e forte base industrial, reflete as tensões entre o projeto de continuidade do governo federal e a oposição que busca retomar o poder. A indefinição nas pesquisas mostra que o eleitorado está atento tanto às propostas locais quanto ao cenário nacional. A polarização entre os dois principais campos políticos pode beneficiar candidatos que consigam se posicionar como moderados, mas a força das máquinas partidárias e o tempo de televisão devem ser determinantes.

Outro fator relevante é o impacto das alianças regionais. Partidos de centro, como o MDB e o PSD, ainda não definiram apoio formal, o que pode alterar o equilíbrio de forças. A ausência de um nome consolidado de terceira via abre espaço para que o segundo turno seja uma repetição do confronto nacional, com o PL de um lado e o PT do outro. Para os analistas, a chave da disputa está na capacidade de cada candidato de traduzir as demandas locais — especialmente emprego e segurança — em propostas concretas, sem se deixar engolir pela retórica nacional.

**Fontes**

Pesquisas de intenção de voto divulgadas por Datafolha e Ipec no período de setembro de 2026. Informações de bastidores de partidos políticos com diretórios estaduais em Santa Catarina. Dados históricos de eleições anteriores fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Análises de cientistas políticos especializados em eleições regionais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.