**Lead** A influenciadora digital e modelo Eduarda Campopiano ingressou com uma ação judicial na qual acusa outra influenciadora de importunação sexual. O caso corre na Justiça de São Paulo e pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. A informação consta em petição obtida pela imprensa, que detalha o episódio ocorrido durante um evento de moda no início deste ano.
**Contexto** Eduarda Campopiano, que acumula milhões de seguidores nas redes sociais, tornou-se conhecida por sua participação em campanhas publicitárias e reality shows. Em sua queixa, ela relata que, durante um evento fechado para convidados, a acusada teria tocado seu corpo sem consentimento, em meio a uma multidão. O Código Penal brasileiro, no artigo 215-A, define importunação sexual como o ato de praticar contra alguém e sem sua autorização ato libidinoso, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão, além da possibilidade de reparação civil.
A ação foi distribuída a uma das varas cíveis da capital paulista. A defesa de Campopiano argumenta que o ocorrido causou abalo psicológico e constrangimento público, justificando o pedido de indenização. A ré, cujo nome não foi divulgado publicamente nos autos, ainda não se manifestou oficialmente. O caso levanta discussões sobre os limites da interação entre influenciadores e a responsabilidade em ambientes de networking.
**Análise** O pedido de R$ 20 mil em danos morais está alinhado com valores frequentemente arbitrados pela Justiça brasileira em casos semelhantes, especialmente quando envolvem figuras públicas. A quantia serve tanto como reparação à vítima quanto como caráter pedagógico, desestimulando condutas abusivas. A exposição midiática do caso pode acelerar o trâmite e influenciar a decisão, dado o interesse público em torno da vida de celebridades digitais.
Esse tipo de acusação ganhou mais visibilidade nos últimos anos com o movimento #MeToo no Brasil e com o endurecimento da legislação contra o assédio. Em 2018, a importunação sexual deixou de ser considerada contravenção penal para se tornar crime, com penas mais severas. O processo envolvendo Campopiano pode servir de precedente para que mais vítimas – inclusive dentro do universo dos influenciadores – se sintam encorajadas a denunciar. Ao mesmo tempo, ele expõe a fragilidade das relações em eventos sociais onde o consumo de álcool e a informalidade muitas vezes borram os limites do consentimento.
**Fontes** As informações são baseadas na petição inicial do processo em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme divulgado por veículos de imprensa que tiveram acesso aos documentos. Não foram ouvidos representantes da acusada até o fechamento desta edição.
Por Renan Filho · 2026-10-08