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Economia

Disputa pelo governo do ES entra no 2º turno com promessas de retomada econômica e ajuste fiscal

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-25

Eleitores capixabas voltam às urnas no dia 28 de outubro para escolher entre Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço; candidatos apresentam propostas para impulsionar crescimento, atrair investimentos e equilibrar contas públicas.

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O segundo turno das eleições para governador do Espírito Santo, disputado entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (PSDB), ganhou contornos econômicos decisivos nas últimas semanas. Com a economia capixaba ainda se recuperando dos efeitos da pandemia e enfrentando desafios estruturais como a dependência do setor de commodities e a necessidade de diversificação industrial, os eleitores terão de escolher entre dois projetos que prometem caminhos distintos para o crescimento, o emprego e o equilíbrio fiscal do estado.

**Contexto**

O Espírito Santo, um dos menores estados do Brasil em extensão territorial, possui uma economia fortemente ligada à mineração, ao agronegócio e ao comércio exterior. O Porto de Vitória e o Complexo de Tubarão são responsáveis por parcela significativa das exportações nacionais de minério de ferro e granito. No entanto, a volatilidade dos preços internacionais e a queda na arrecadação estadual nos últimos anos acenderam alertas sobre a necessidade de reformas estruturais.

Lorenzo Pazolini, atual prefeito de Vila Velha, construiu sua campanha em torno da eficiência administrativa e da atração de investimentos privados. Durante sua gestão municipal, implementou programas de desburocratização e incentivos fiscais que, segundo dados oficiais, elevaram a arrecadação local e reduziram o déficit. Para o estado, propõe a criação de uma agência de desenvolvimento econômico, a ampliação de parcerias público-privadas em infraestrutura e a modernização da máquina pública.

Ricardo Ferraço, ex-senador e ex-vice-governador, apresenta uma plataforma baseada no diálogo com setores produtivos e no fortalecimento de políticas sociais integradas ao crescimento. Sua experiência no Legislativo federal é apontada como trunfo para viabilizar recursos e projetos junto ao governo central. Defende a recomposição de investimentos em educação técnica, ciência e inovação, além de um programa de incentivos para pequenas e médias empresas.

Ambos os candidatos reconhecem que o estado precisa diversificar sua matriz econômica para reduzir a dependência de setores cíclicos. A indústria de transformação, o turismo e a economia verde são apontados como prioridades, mas as estratégias específicas ainda geram controvérsias entre analistas.

**Análise**

A escolha do novo governador terá impacto direto sobre o ambiente de negócios capixaba. Especialistas consultados destacam que a eficiência na gestão fiscal será crucial para que o estado recupere sua capacidade de investimento. O Espírito Santo enfrenta um endividamento moderado, mas a rigidez orçamentária e os altos gastos com pessoal limitam a margem para novos projetos. O vencedor terá de equilibrar a pressão por investimentos imediatos com a necessidade de ajustes de longo prazo.

Outro ponto crítico é a relação com o governo federal. Independentemente de quem vencer, a capacidade de articulação política será determinante para garantir repasses e parcerias. Ferraço, por sua trajetória em Brasília, pode ter mais facilidade nesse aspecto, enquanto Pazolini aposta na eficiência local para atrair capital privado. A economia do estado também depende da recuperação dos mercados consumidores de minério e café, ambos sujeitos a oscilações globais.

No campo tributário, ambos os candidatos sinalizam a necessidade de simplificação, mas sem abrir mão da arrecadação. O Espírito Santo já foi pioneiro na reforma do ICMS, e novos ajustes podem ser necessários para acompanhar as mudanças na legislação nacional. A geração de empregos formais, que vem crescendo lentamente, depende de um ambiente previsível e de custos reduzidos para as empresas.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de análise de programas de governo divulgados oficialmente pelos candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, além de artigos econômicos publicados por institutos de pesquisa como o IBGE e a Fundação Getulio Vargas. Também foram consultados relatórios do Banco Central do Brasil e projeções da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). As opiniões de especialistas refletem o consenso macroeconômico disponível em veículos especializados, sem citação direta nominal para evitar atribuições não verificadas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.