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Economia

Após reunião com Lula, Durigan reafirma compromisso com sustentabilidade fiscal do Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-11-05

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reiterou a importância do novo arcabouço fiscal e da trajetória de equilíbrio das contas públicas, durante encontro no Palácio do Planalto.

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O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou nesta quarta-feira (5) o compromisso do governo federal com a sustentabilidade fiscal do Brasil, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O encontro, que contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve como pauta principal a trajetória da dívida pública e o cumprimento do novo arcabouço fiscal, aprovado no Congresso Nacional em 2023. Durigan, que é o segundo na hierarquia da pasta, destacou que a disciplina fiscal é condição essencial para o crescimento econômico sustentado e para a redução das desigualdades sociais.

**Contexto**

A reunião ocorre em um momento de atenção redobrada do mercado financeiro em relação à política fiscal brasileira. O arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos como principal regra de controle orçamentário, estabelece que o crescimento das despesas primárias não pode ultrapassar 70% da variação da receita líquida do governo, respeitando ainda um intervalo de 0,6% a 2,5% de crescimento real anual. O governo estabeleceu metas fiscais ambiciosas, entre elas a busca de déficit primário zero a partir de 2025, para estabilizar a relação dívida/PIB, que atualmente gira em torno de 78%.

Durigan, economista de formação e com longa trajetória no serviço público, tem sido um dos principais articuladores da agenda fiscal no governo Lula. Em diversas ocasiões, ele defendeu que o ajuste deve ser feito de forma gradual, sem comprometer programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. A presença de Lula na reunião sinaliza que o presidente está pessoalmente engajado em garantir que a equipe econômica mantenha o rumo da sustentabilidade fiscal, mesmo diante de pressões políticas por mais gastos em áreas como saúde e educação.

O encontro também serviu para alinhar as próximas etapas da política fiscal, incluindo a discussão de medidas de aumento de receita, como a reforma tributária sobre o consumo, já aprovada, e a regulamentação de tributos sobre lucros e dividendos. Além disso, o governo avalia cortes em despesas não essenciais e revisão de subsídios e incentivos fiscais, temas que devem ser aprofundados nas próximas semanas.

**Análise**

A reafirmação do compromisso fiscal por parte de Durigan e Lula é um sinal claro ao mercado de que o governo não pretende abandonar a disciplina orçamentária, mesmo em um cenário de baixo crescimento e alta taxa de juros. A credibilidade fiscal é fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e para a manutenção de um ambiente de negócios previsível, fatores que influenciam diretamente o câmbio, a taxa de juros de longo prazo e o fluxo de investimentos estrangeiros diretos.

No entanto, a sustentabilidade fiscal não depende apenas de declarações de intenção. Serão necessárias ações concretas, como a aprovação de medidas de controle de gastos obrigatórios, que hoje consomem mais de 90% do orçamento disponível. Outro desafio é a rigidez orçamentária, com vinculações de receitas para saúde, educação e previdência, que limitam a margem de manobra do governo. A análise de especialistas indica que, sem um ajuste mais profundo, o país corre o risco de ver a dívida pública crescer novamente, o que pressionaria o Banco Central a manter os juros elevados.

O encontro entre Lula, Haddad e Durigan também reflete a tentativa do governo de reforçar a unidade da equipe econômica, após episódios de ruídos sobre o ritmo do ajuste. Enquanto a ala política do governo defende maior expansão fiscal para impulsionar a economia, a área econômica insiste na prudência. A reunião sinaliza que, por ora, a visão fiscalista prevalece, o que tende a ser bem recebido pelos agentes financeiros, mas pode gerar atritos com a base aliada no Congresso.

**Fontes**

As informações sobre a reunião foram divulgadas pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda e repercutidas por veículos como Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Globo. O conteúdo segue a linha de cobertura factual do portal FORTIS NEWS, baseado em informações oficiais e de fontes abertas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.