**Lead**
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, o compromisso do governo com a sustentabilidade fiscal do país. O encontro, ocorrido no Palácio do Planalto, teve como pauta principal o novo arcabouço fiscal e as metas de resultado primário para os próximos anos. Durigan, um dos principais articuladores da política econômica do governo, destacou a importância de manter a credibilidade fiscal para garantir a estabilidade econômica e o crescimento sustentável.
**Contexto**
A reunião ocorre em um momento de ajuste nas contas públicas, após a aprovação do novo regime fiscal em 2023, que substituiu o teto de gastos. O arcabouço fiscal estabelece regras mais flexíveis para o crescimento das despesas, atreladas ao aumento da receita, mas com limites claros para evitar descontrole. Dario Durigan, economista de formação e ex-secretário de Política Econômica, é figura central na condução da agenda fiscal desde o início do governo Lula. Sua atuação tem sido marcada por um discurso de responsabilidade orçamentária, apesar das pressões de alas mais desenvolvimentistas dentro da base aliada.
A sustentabilidade fiscal é um dos pilares defendidos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por Durigan, que buscam equilibrar os investimentos sociais e infraestrutura com a necessidade de reduzir o déficit público. O governo já anunciou metas de déficit zero para 2024 e superávit a partir de 2025, ainda que o cumprimento dependa de medidas de aumento de receita e contenção de gastos. O encontro com Lula sinaliza que o tema segue no topo da agenda presidencial, mesmo com os desafios políticos e econômicos.
**Análise**
A reafirmação do compromisso fiscal por parte de Durigan ganha relevância em um cenário de incertezas internacionais, como a desaceleração da economia chinesa e as flutuações nos preços das commodities. Investidores e agências de classificação de risco monitoram de perto os sinais do governo brasileiro em relação ao controle das contas públicas. Um sinal claro de adesão ao arcabouço fiscal pode ajudar a manter a confiança do mercado e evitar pressões inflacionárias e cambiais.
Além disso, a reunião ocorre em meio ao debate sobre a reforma tributária e a revisão de gastos tributários, temas que exigem coordenação entre o Executivo e o Legislativo. Durigan, como interlocutor técnico do Ministério da Fazenda, tem papel estratégico na articulação dessas pautas. O compromisso com a sustentabilidade fiscal não é apenas um discurso, mas uma necessidade prática para que o Brasil possa retomar o crescimento com estabilidade e atrair investimentos de longo prazo.
**Fontes**
As informações sobre a reunião foram baseadas em relatos oficiais divulgados pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e pelo Ministério da Fazenda. Dados sobre o arcabouço fiscal e metas fiscais são de conhecimento público, conforme documentos do governo federal e relatórios do Tesouro Nacional.
Por Renan Filho · 2026-11-05