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Ciencia

Dólar recua a R$ 5,34 após declaração do presidente do Fed sobre o Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-28

A moeda americana fechou em queda e voltou ao menor patamar em semanas depois que o presidente do Federal Reserve sinalizou alívio na política monetária dos EUA e mencionou o câmbio brasileiro em entrevista.

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O dólar recuou para R$ 5,34 nesta quarta-feira, 28 de outubro, após declarações do presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que mencionou o Brasil ao comentar o impacto da política monetária americana sobre economias emergentes. A fala foi interpretada por investidores como um sinal de que o ciclo de alta de juros nos EUA pode estar próximo do fim, o que enfraqueceu a moeda americana no mercado global e deu fôlego ao real.

A cotação fechou em queda de mais de 1%, interrompendo uma sequência de três dias de alta. O movimento ocorreu em um pregão de baixa liquidez, mas com clara migração de capital estrangeiro para a renda variável brasileira. Segundo operadores ouvidos por agências internacionais, o tom do presidente do Fed foi mais brando do que o esperado em relação à trajetória futura dos juros americanos.

**Contexto**

A declaração do presidente do Fed aconteceu durante entrevista concedida a um veículo de imprensa internacional, na qual ele discutiu os desafios da inflação nos Estados Unidos e os efeitos colaterais da política monetária contracionista sobre países emergentes. Ele afirmou que o Brasil, por ter adotado um ciclo de aperto monetário mais cedo e com intensidade, está em posição distinta de outras economias da América Latina, o que ajudaria a explicar a menor depreciação cambial em comparação com vizinhos.

A fala ocorre em um momento de grande sensibilidade nos mercados emergentes. Apesar de o Brasil ter apresentado inflação acima da meta no início do ano, o Copom já havia elevado a taxa Selic em diversas ocasiões, reduzindo o diferencial de juros em relação ao dólar. Isso tornou o real mais atrativo para investidores que buscam retorno em moedas fortes, mas também criou uma dependência do cenário externo.

O movimento de queda do dólar também foi reforçado por dados econômicos dos Estados Unidos divulgados na véspera, que mostraram uma leve desaceleração do mercado de trabalho. Embora os números ainda apontem para uma economia aquecida, o mercado passou a precificar uma chance maior de estabilização da taxa básica americana nas próximas reuniões. Esse cenário costuma reduzir a pressão sobre moedas de países emergentes.

Especialistas lembram, no entanto, que a queda do dólar não é garantia de tendência. A política cambial brasileira segue flutuante, e o real continua exposto a choques externos, como mudanças nos preços das commodities e decisões de grandes bancos centrais. O próprio Banco Central do Brasil já indicou que não intervém no câmbio de forma sistemática, o que aumenta a volatilidade no curto prazo.

**Análise**

A declaração do presidente do Fed tem um efeito simbólico importante ao colocar o Brasil em destaque no debate sobre política monetária global. Quando a principal autoridade financeira do mundo menciona explicitamente um país emergente, ela sinaliza que os desdobramentos da economia local são relevantes para o equilíbrio internacional. Isso pode atrair investidores que buscam diversificação geográfica e proteção contra a desaceleração de grandes economias.

Para o Brasil, a queda do dólar traz alívio imediato para a inflação, especialmente em itens como combustíveis, grãos e eletrônicos importados. Uma moeda americana mais barata reduz o custo de insumos para a indústria e tende a conter pressões sobre o índice de preços ao consumidor. No entanto, o efeito sobre o setor exportador é negativo no curto prazo, porque torna os produtos brasileiros menos competitivos no exterior.

A médio prazo, o comportamento do câmbio dependerá do equilíbrio entre os juros americanos e o prêmio de risco do Brasil. Se o Fed mantiver a taxa elevada por mais tempo, o dólar pode voltar a subir. Se o Banco Central brasileiro indicar corte de juros no próximo ano, o real pode perder parte do atrativo. O mercado avalia que a declaração de hoje reduz a probabilidade de um cenário extremo, mas não elimina a incerteza.

**Fontes**

As informações sobre a declaração do presidente do Federal Reserve foram publicadas por agências internacionais de notícias, como Reuters e Bloomberg, e reproduzidas por veículos da imprensa brasileira. Os dados de câmbio foram obtidos junto a corretoras e plataformas de monitoramento do mercado financeiro, incluindo o boletim diário do Banco Central do Brasil. As demais análises baseiam-se em avaliações de economistas de mercado citadas pela imprensa especializada.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.