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Economia

Dólar dispara 12,52% e vai a R$ 5,60 após reeleição de Lula para Brasil

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-26

Moeda americana atinge maior patamar em meses, refletindo incertezas fiscais e reação do mercado à continuidade do governo petista.

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O dólar comercial fechou esta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, em forte alta de 12,52%, cotado a R$ 5,60. O movimento ocorre no primeiro pregão após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato à frente do Brasil. A disparada da moeda americana reflete a reação imediata dos investidores à continuidade da política econômica do atual governo, em meio a crescentes preocupações com o equilíbrio fiscal e a trajetória da dívida pública.

**Contexto**

A vitória de Lula foi confirmada no último domingo, 25 de outubro, após a apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais. O presidente derrotou o candidato de oposição em uma disputa acirrada, garantindo mais quatro anos de mandato. A reação do mercado financeiro, no entanto, foi imediata e negativa. O dólar, que já vinha operando em patamares elevados nas semanas anteriores devido à incerteza eleitoral, rompeu a barreira dos R$ 5,50 pela primeira vez desde o início de 2025.

A alta de 12,52% representa o maior avanço percentual diário da moeda americana desde o auge da crise política de 2020. O movimento foi acompanhado por uma forte queda na Bolsa de Valores de São Paulo, que recuou mais de 5% no mesmo dia, e por um aumento nos juros futuros, sinalizando que o mercado precifica riscos maiores para a economia brasileira nos próximos anos.

O principal fator apontado por analistas é a percepção de que o novo mandato de Lula será marcado por uma continuidade das políticas fiscais expansionistas, com aumento de gastos públicos e intervenção estatal na economia. Durante a campanha, o presidente sinalizou a intenção de ampliar programas sociais e investimentos em infraestrutura, sem apresentar um plano claro de ajuste fiscal ou de contenção do déficit público.

**Análise**

A disparada do dólar tem impactos diretos sobre a inflação e o poder de compra dos brasileiros. Com a moeda americana mais cara, produtos importados, como combustíveis, medicamentos e insumos industriais, tendem a ficar mais caros, pressionando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, empresas endividadas em dólar podem enfrentar dificuldades financeiras, elevando o risco de calotes e desemprego.

O movimento cambial também reflete a fuga de capitais estrangeiros do país. Investidores institucionais e fundos de investimento reduziram suas posições em ativos brasileiros, buscando proteção em moedas fortes, como o dólar e o euro. A saída de recursos pressiona ainda mais o câmbio e reduz a liquidez no mercado doméstico.

Para o governo, a alta do dólar representa um desafio adicional. O Banco Central, que já vinha atuando no mercado de câmbio com leilões de swap cambial, pode ser forçado a elevar a taxa básica de juros (Selic) para conter a inflação e atrair investidores. No entanto, juros mais altos tendem a desacelerar a economia, aumentando o custo do crédito e reduzindo o consumo.

**Fontes**

As informações sobre a cotação do dólar foram obtidas junto ao Banco Central do Brasil, que divulga diariamente a taxa de câmbio oficial. Dados sobre a reação do mercado de ações e juros futuros foram fornecidos pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão. As análises de impacto fiscal e inflacionário baseiam-se em relatórios do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), além de declarações públicas de economistas e analistas de mercado veiculadas pela imprensa nacional.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.