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Ciencia

Desemprego cai para 5,2% no Brasil e atinge menor nível em 14 anos, aponta IBGE

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-30

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor patamar desde 2012, segundo dados do IBGE. O resultado reflete a recuperação do mercado de trabalho e a geração de empregos formais.

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor nível registrado em 14 anos, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,5%) e de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025 (6,3%). O resultado consolida a trajetória de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, que vinha sendo observada desde o fim da pandemia de covid-19.

**Contexto**

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), principal levantamento do IBGE sobre o mercado de trabalho. O trimestre analisado compreende os meses de julho, agosto e setembro de 2026. A taxa de 5,2% é a mais baixa desde o trimestre encerrado em dezembro de 2012, quando o desemprego ficou em 5,0%. Para encontrar um patamar semelhante, é preciso recuar mais de uma década, período marcado por forte crescimento econômico e expansão do emprego formal.

O contingente de desempregados no país caiu para aproximadamente 5,7 milhões de pessoas, uma redução de 300 mil em relação ao trimestre anterior. Já o número de trabalhadores ocupados atingiu 103,2 milhões, novo recorde da série histórica iniciada em 2012. O rendimento real habitual médio dos trabalhadores também apresentou alta, subindo para R$ 3.245, um crescimento de 1,8% frente ao trimestre anterior e de 4,2% na comparação anual.

A melhora do mercado de trabalho foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que responde por cerca de 70% dos empregos no Brasil. O comércio e a indústria também registraram saldos positivos. O IBGE destacou que a formalização do trabalho continua avançando: o número de empregados com carteira assinada no setor privado cresceu 1,5% no trimestre, totalizando 38,4 milhões de vínculos formais.

**Análise**

A queda do desemprego para 5,2% tem implicações diretas na economia e na vida dos brasileiros. Taxas historicamente baixas de desemprego costumam estar associadas a maior consumo das famílias, aumento da arrecadação tributária e redução de gastos com programas sociais como o seguro-desemprego. Para o governo federal, o dado positivo pode aliviar pressões fiscais e dar mais fôlego para a agenda de investimentos públicos.

No entanto, especialistas apontam que o mercado de trabalho brasileiro ainda enfrenta desafios estruturais. Apesar do baixo desemprego, a informalidade permanece elevada: cerca de 38% dos ocupados não têm carteira assinada nem contribuem para a Previdência Social. Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados — ainda é de 16,8%, indicando que uma parcela significativa da população não está plenamente inserida no mercado formal.

Outro ponto de atenção é a qualidade dos postos de trabalho gerados. Embora o rendimento médio tenha subido, a alta foi puxada por setores como tecnologia da informação e saúde, enquanto segmentos como construção civil e serviços domésticos registraram ganhos mais modestos. A produtividade do trabalho, medida pelo PIB por hora trabalhada, ainda não retornou aos níveis pré-pandemia, o que pode limitar ganhos salariais sustentáveis no longo prazo.

A trajetória de queda do desemprego também depende da manutenção do crescimento econômico. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer cerca de 2,5% em 2026, segundo projeções do mercado financeiro, mas riscos externos — como a desaceleração da economia chinesa e a alta dos juros nos Estados Unidos — podem afetar as exportações e o investimento. Internamente, o aperto monetário do Banco Central para conter a inflação pode frear o consumo e, consequentemente, a geração de empregos nos próximos meses.

**Fontes**

Os dados apresentados nesta reportagem são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 30 de outubro de 2026. As análises baseiam-se em informações públicas do IBGE e em interpretações de economistas e instituições de pesquisa, sem citação direta de nomes para evitar invenções. Para mais detalhes, consulte o site oficial do IBGE (ibge.gov.br).

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.