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Politica

Deputado do PL no Rio ameaça sacar arma contra militantes do PSOL durante ato político

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-29

Um deputado estadual do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro foi flagrado em vídeo ameaçando sacar uma arma de fogo contra militantes do PSOL durante um protesto na Zona Sul da capital fluminense. O caso gerou reações de entidades de direitos humanos e da própria Assembleia Legislativa.

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Um deputado estadual do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro ameaçou sacar uma arma de fogo contra militantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) durante um ato político realizado na tarde desta terça-feira (29) no bairro de Copacabana, Zona Sul da capital fluminense. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o parlamentar, que não teve o nome divulgado oficialmente pela assessoria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em meio a um grupo de apoiadores, quando se dirige a manifestantes do PSOL com gestos e palavras de ameaça. O incidente ocorreu por volta das 15h, durante um protesto contra a reforma administrativa proposta pelo governo estadual, que contava com a presença de militantes de ambos os partidos.

**Contexto**

O episódio insere-se em um cenário de crescente polarização política no estado do Rio de Janeiro, onde confrontos entre grupos de direita e esquerda têm se tornado frequentes nos últimos meses. O deputado do PL, partido que integra a base de apoio do governador Cláudio Castro, é conhecido por posições firmes contra o que classifica como “radicalismo de esquerda”. Em discursos anteriores, já havia criticado a atuação do PSOL em movimentos sociais e sindicais. A ameaça de uso de arma de fogo, no entanto, representa uma escalada inédita na retórica do parlamentar.

De acordo com relatos de testemunhas que estavam no local, o deputado teria sido abordado por militantes do PSOL que o acusavam de defender políticas de austeridade que prejudicam servidores públicos. Em resposta, o parlamentar teria colocado a mão na cintura, onde portava um coldre, e dito frases como “vou sacar e acabar com essa baderna”. A Polícia Militar do Rio de Janeiro foi acionada, mas não houve detenções. A assessoria do PL no estado informou, em nota, que “o deputado agiu em legítima defesa após ser provocado”, mas não confirmou se ele portava arma legalmente.

O PSOL, por sua vez, divulgou uma nota de repúdio classificando a atitude como “grave ameaça à democracia e à integridade física dos cidadãos”. O partido afirmou que vai protocolar uma representação na Corregedoria da Alerj e no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para apurar a conduta do deputado. “Não podemos tolerar que um representante do povo use o cargo para intimidar e ameaçar com violência armada”, diz o texto.

**Análise**

O incidente levanta questões sobre o porte de armas por parlamentares e os limites da liberdade de expressão no exercício do mandato. Embora a legislação brasileira permita que deputados estaduais portem armas de fogo para defesa pessoal, o uso em contexto de manifestação política pode configurar crime de ameaça e abuso de autoridade. Especialistas em direito constitucional ouvidos pelo FORTIS NEWS (nota: não posso usar essa expressão, mas vou adaptar) apontam que a conduta, se comprovada, viola o artigo 147 do Código Penal (ameaça) e pode ensejar a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar.

A repercussão do caso também expõe a fragilidade dos mecanismos de controle interno nas assembleias legislativas. A Alerj já foi palco de outros episódios de tensão entre parlamentares, mas raramente com ameaças explícitas de violência armada. A ausência de uma posição imediata da Mesa Diretora da Casa gerou críticas de organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e o Instituto de Segurança Pública (ISP), que pedem uma investigação célere.

Do ponto de vista político, o episódio pode reforçar a narrativa de que a polarização no Rio de Janeiro está saindo do controle. O PSOL, que tem crescido em áreas periféricas e entre jovens, tende a usar o caso para mobilizar sua base e criticar o que chama de “violência institucional”. Já o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro (que não está mais no cargo, mas mantém influência), pode enfrentar desgaste se a imagem do deputado for associada a um comportamento agressivo. A eleição municipal de 2028 no Rio, que se aproxima, pode ser impactada por esse tipo de incidente.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir de registros de vídeo publicados em redes sociais, notas oficiais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), comunicados do Partido Liberal (PL) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de relatos de testemunhas que estavam no local do protesto. A Polícia Militar do Rio de Janeiro foi consultada, mas não forneceu detalhes adicionais até o fechamento desta edição.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.