**Lead**
A deputada distrital Liliane Roriz (Republicanos-DF) perdeu as duas pernas após ser atropelada na noite de terça-feira, 20 de outubro de 2026, em uma avenida movimentada de Brasília. O acidente ocorreu por volta das 19h30, quando a parlamentar tentava atravessar a via nas proximidades do Setor de Autarquias Sul. Socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ela foi levada em estado grave ao Hospital de Base do Distrito Federal. Após horas de cirurgia, os médicos informaram que a amputação bilateral foi inevitável devido à gravidade dos ferimentos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da deputada na manhã desta quarta-feira.
**Contexto**
Liliane Roriz, 46 anos, é filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e exerce seu segundo mandato na Câmara Legislativa do DF. Conhecida por sua atuação em pautas sociais e de mobilidade urbana, ela estava a caminho de uma reunião com lideranças comunitárias quando foi atingida por um veículo — ainda não identificado pela polícia. As primeiras informações indicam que o motorista fugiu sem prestar socorro, o que levou a Polícia Civil do Distrito Federal a abrir um inquérito para investigar o caso como tentativa de homicídio culposo.
Nas redes sociais, colegas parlamentares e entidades manifestaram solidariedade. O presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente (MDB-DF), afirmou em nota oficial que “acompanha com pesar a recuperação da deputada e espera que a justiça seja feita”. A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também lamentou o ocorrido e pediu rigor na apuração.
O Distrito Federal registrou, apenas em 2025, mais de 12 mil acidentes de trânsito com vítimas, segundo dados do Detran-DF. Atropelamentos representam cerca de 18% desses casos, com alta concentração em áreas centrais como o Plano Piloto. A falta de faixas de pedestres elevadas e a imprudência de motoristas são apontadas como fatores recorrentes.
**Análise**
O atropelamento de uma figura pública expõe fragilidades estruturais na segurança viária de Brasília. A cidade, planejada para o automóvel, tem calçadas malconservadas e travessias perigosas mesmo em áreas institucionais. O caso de Liliane Roriz pode acelerar a tramitação de projetos de lei que estavam engavetados na Câmara Legislativa, como a obrigatoriedade de redutores de velocidade em vias de alto fluxo e a ampliação de faixas elevadas.
Além do impacto imediato na vida da parlamentar — que enfrentará longa reabilitação e adaptação a próteses —, o episódio levanta questões sobre a responsabilidade do poder público. O governo do Distrito Federal anunciou, ainda sem data, a criação de um grupo de trabalho para revisar os pontos críticos de atropelamento na capital. Especialistas ouvidos pelo Correio Braziliense apontam que a maioria dos acidentes poderia ser evitada com medidas de baixo custo, como melhor sinalização horizontal e campanhas educativas.
**Fontes**
A notícia foi elaborada com base em informações oficiais da assessoria de imprensa da deputada Liliane Roriz, da Polícia Civil do Distrito Federal e do Detran-DF. Dados estatísticos de acidentes foram extraídos do relatório anual de 2025 do Detran-DF. Declarações de autoridades foram obtidas por meio de notas oficiais publicadas nos canais da Câmara Legislativa do DF.
Por Renan Filho · 2026-10-21