O palco montado pela Folha e pelo UOL na noite desta quinta-feira, 18 de setembro, prometia um debate de ideias. O que se viu foi um desfile de ataques rasteiros e uma ausência gritante de propostas concretas. Entre os candidatos ao Senado, frases como “homens tóxicos” e o eufemismo “medinho de Moraes” não passaram despercebidas – e merecem uma análise isenta de militância.
A expressão “homens tóxicos”, utilizada pela candidata que se diz progressista, tentou demonizar o gênero masculino como se este fosse o único responsável pelos males da política nacional. Em contrapartida, o bordão “medinho de Moraes”, dito por um dos postulantes ao cargo, tentou relativizar a atuação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em inquéritos que já resultaram em censuras explícitas a veículos de imprensa e em perseguições a cidadãos comuns.
O contexto é claro: enquanto a esquerda tenta pautar o debate com pautas identitárias e divisão de classes, o Brasil enfrenta uma crise de confiança institucional sem precedentes. O livre mercado, motor da geração de riqueza e empregos, é tratado com descaso. Em vez de discutir reformas estruturais – como a tributária, a administrativa e a abertura comercial –, os candidatos preferiram o embate raso nas redes sociais.
Por que isso importa? Porque o Senado é a casa que analisa indicações para o STF, para a Procuradoria-Geral da República e para agências reguladoras. Uma escolha equivocada pode significar mais impostos, mais regulação e menos liberdade para empreender. O eleitor que se atenta aos detalhes percebeu: não houve um debate sequer sobre a redução do Estado, sobre a desburocratização ou sobre a proteção à propriedade privada.
Na visão da FORTIS, a liberdade econômica é o único caminho para o desenvolvimento sustentável. Quando um candidato diz que o mercado é “machista” ou que a justiça é “seletiva”, ele está, na verdade, desviando o foco do que realmente importa: a liberdade individual e a responsabilidade fiscal. O liberalismo não aceita rótulos de gênero aplicados a políticas públicas, tampouco aceita o medo como ferramenta de controle.
É preciso, contudo, fazer um contraponto. Nem tudo o que foi dito no debate é descartável. Alguns candidatos trouxeram à tona a necessidade de se discutir a segurança pública, a educação básica e a saúde – temas caros à população. Mas a forma como essas pautas foram apresentadas, sempre atreladas a um discurso de ódio ao mercado e à liberdade de expressão, demonstra que a esquerda não aprendeu nada com os erros do passado.
O que se viu foi um espetáculo de hipocrisia. Os mesmos que acusam o outro lado de “autoritário” são os que defendem o controle da mídia e a regulação das redes sociais. Os que gritam contra a “cultura do estupro” são os que silenciam diante das denúncias de corrupção que envolvem seus próprios partidos. A seletividade moral é o traço mais marcante dessa nova esquerda, que se diz democrática, mas que aplaude decisões monocráticas.
No fim das contas, o debate Folha/UOL serviu para expor o que já se sabia: o Brasil está dividido entre dois projetos de país. De um lado, aqueles que acreditam no Estado como solução; de outro, os que veem no indivíduo a força motriz da sociedade. A escolha é do eleitor. Mas que fique claro: a liberdade nunca esteve tão ameaçada quanto agora, e o “medinho de Moraes” é apenas uma cortina de fumaça para esconder a verdade.
A FORTIS recomenda que o leitor busque informações em fontes confiáveis, que leia os programas de governo e que cobre dos candidatos propostas objetivas para a redução do Estado. O futuro do país depende disso. O futuro do Brasil não pode ser refém de uma pauta identitária que divide em vez de unir, nem de um discurso de ódio que criminaliza o pensamento divergente.
Enquanto isso, o mercado financeiro segue atento. A volatilidade dos últimos dias é um reflexo direto da incerteza política. Os investidores querem previsibilidade, e a previsibilidade só vem com instituições fortes e respeito ao Estado de Direito. O Senado que sair das urnas em outubro terá a missão de devolver ao Brasil a normalidade democrática que tanto se perdeu.
Portanto, caro leitor, fique atento. Não se deixe levar por frases de efeito ou por falsas promessas. O liberalismo é uma filosofia de responsabilidade: cada um responde pelos seus atos, e o Estado deve ser limitado. No dia 2 de outubro, escolha candidatos que defendam a liberdade, a propriedade e a paz. O resto é conversa fiada.
A FORTIS acredita que o Brasil pode mais. E que a verdade, por mais dura que seja, é o único caminho para a redenção. O debate até pode ter sido marcado por frases vazias, mas a história será escrita por aqueles que tiverem coragem de dizer a verdade em meio ao caos. Que Deus abençoe a todos os que lutam por um país livre.
Por Renan Filho · 2026-09-21