**Lead**
Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta semana, aponta que 43% dos eleitores rejeitam o nome de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência do Brasil em 2026, enquanto 46% rejeitam Luis Inácio Lula da Silva (PT). Os números, obtidos por meio de entrevistas presenciais com 2.000 eleitores em todo o país, revelam um cenário de polarização acirrada. Mas por trás desses percentuais há um complexo ecossistema tecnológico que garante a precisão e a confiabilidade do levantamento.
**Contexto**
O Datafolha, instituto de pesquisa fundado em 1983, é referência nacional em sondagens de opinião. Para realizar suas pesquisas, utiliza uma combinação de técnicas amostrais e ferramentas digitais. Os entrevistadores são equipados com smartphones ou tablets com aplicativos dedicados que registram as respostas em tempo real. O sistema de geolocalização embarcado nos dispositivos permite verificar se a entrevista foi realmente realizada no local determinado pelo sorteio amostral, reduzindo fraudes. Além disso, o software de coleta impõe cotas de gênero, idade, escolaridade e renda, garantindo que a amostra reflita a população brasileira.
Os dados são enviados criptografados para os servidores centrais, onde passam por um processo de limpeza e validação automatizada. Algoritmos identificam inconsistências — como respostas iguais em sequência ou tempos de resposta muito curtos — e sinalizam questionários suspeitos para revisão manual. Em seguida, os números são ponderados por fatores demográficos e regionais usando softwares estatísticos como SPSS ou R. Essa etapa é crucial para corrigir pequenas distorções na amostra e garantir que os percentuais de rejeição reflitam a opinião real do eleitorado.
A pesquisa em questão foi realizada entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026, em 130 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os entrevistados foram abordados pessoalmente em pontos de fluxo, como praças e feiras, e também em domicílios, seguindo um roteiro aleatório controlado por algoritmos de georreferenciamento.
**Análise**
A tecnologia não apenas agiliza a coleta, mas também aprimora a transparência do processo. O Datafolha adota o sistema de auditoria eletrônica, no qual uma parcela das entrevistas é recontatada por telefone para confirmar a participação e a consistência das respostas. Sistemas de inteligência artificial são treinados para detectar padrões suspeitos, como entrevistadores que gastam tempo excessivo em uma única resposta. Esse monitoramento contínuo eleva a credibilidade dos números divulgados.
No entanto, a dependência da tecnologia também impõe desafios. A exclusão digital de parte da população pode afetar a representatividade de pesquisas exclusivamente online. Por isso, o Datafolha mantém a abordagem presencial como padrão-ouro, complementada com painéis digitais para segmentos específicos. No caso da rejeição política, o instituto utiliza escalas de avaliação — como “ótimo/bom/regular/ruim/péssimo” — e uma pergunta direta sobre rejeição: “Em quem você não votaria de jeito nenhum?”. Os dados são processados com correção de não resposta e ponderados por variáveis sociodemográficas.
A divulgação dos números de rejeição de Bolsonaro e Lula em patamares muito próximos (43% e 46%) reforça a tese de que o eleitorado continua dividido. A tecnologia de análise de tendências permite ao Datafolha comparar esses resultados com séries históricas, identificando movimentos de curto prazo. Ferramentas de visualização de dados, como dashboards interativos, ajudam jornalistas e analistas a interpretar as flutuações.
**Fontes**
Os dados mencionados foram extraídos da pesquisa Datafolha divulgada em 8 de outubro de 2026, disponível no site oficial do instituto (datafolha.folha.uol.com.br). Informações sobre a metodologia foram obtidas no documento “Procedimentos Técnicos do Datafolha”, publicado no mesmo portal, e em artigos acadêmicos sobre pesquisa eleitoral e tecnologia, como “Survey Methodology” de Groves et al. (2009) e “The Use of Technology in Public Opinion Polls” do Pew Research Center (2022). Não foram consultadas fontes não verificadas ou entrevistas com representantes do instituto, seguindo a política editorial do FORTIS NEWS de não criar declarações.
Por Renan Filho · 2026-10-08