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Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3) aponta a ex-governadora Benedita da Silva (PT) com 26% das intenções de voto para o Senado pelo Rio de Janeiro. O senador Carlos Portinho (PL) registra 19%, enquanto o deputado federal Marcelo Jordy (PL) aparece com 18%. Os números indicam uma vantagem de Benedita sobre os adversários, mas colocam Portinho e Jordy em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 3 de outubro, com 1.200 eleitores em 40 municípios fluminenses. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-01234/2026.
**Contexto**
A corrida ao Senado pelo Rio de Janeiro ganhou contornos acirrados nas últimas semanas. Benedita da Silva, ex-governadora e ex-senadora, busca retornar ao Congresso Nacional após um período afastada dos cargos eletivos. Sua candidatura é apoiada pelo presidente Lula e pelo PT nacional, que veem no Rio de Janeiro uma oportunidade de recuperar espaço no Senado, hoje dominado por partidos de centro-direita.
Carlos Portinho, atual senador e líder do PL no Congresso, tenta a reeleição com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Portinho tem usado a pauta conservadora e a defesa dos valores familiares como principais bandeiras. Já Marcelo Jordy, deputado federal pelo mesmo partido, também disputa a vaga, o que divide o eleitorado bolsonarista no estado. A presença de dois candidatos do PL pode fragmentar os votos da direita e beneficiar Benedita.
A pesquisa Datafolha também testou outros cenários. Em um levantamento estimulado, o nome de Benedita aparece isolado na liderança. Portinho e Jordy disputam o segundo lugar, mas a diferença entre eles é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro. Em quarto lugar aparece o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), com 7%, seguido por outros candidatos com menos de 5%.
**Análise**
A vantagem de Benedita reflete a força do PT no estado, especialmente na capital e na região metropolitana, onde a ex-governadora tem alta taxa de reconhecimento. No entanto, a eleição para o Senado é marcada pelo voto personalista e pela baixa polarização nacional, o que pode favorecer candidatos com forte base local. Benedita aposta na lembrança de sua gestão à frente do governo estadual (2002-2003) e na proximidade com o eleitorado feminino e das periferias.
O empate técnico entre Portinho e Jordy expõe a dificuldade do PL em unificar a direita fluminense. Ambos disputam o mesmo eleitorado, e a indefinição pode abrir espaço para que Benedita consolide a liderança. Analistas políticos apontam que, se a tendência se mantiver, a esquerda pode conquistar uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro — a outra deve ficar com o candidato mais forte da direita, seja Portinho ou Jordy.
Outro fator relevante é o desempenho de Rodrigo Neves, que aparece com 7%. O pedetista tem potencial de crescimento, especialmente se conseguir atrair votos de eleitores insatisfeitos com a polarização. No entanto, sua candidatura ainda não decolou, e a distância para os líderes é significativa.
**Fontes**
Os dados apresentados são da pesquisa Datafolha, registrada no TSE sob o número RJ-01234/2026, realizada entre 1 e 3 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Por Renan Filho · 2026-10-03