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Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta semana, revela que 43% dos brasileiros acreditam que a vida em termos de segurança pública continuará igual durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento também mostra uma divisão significativa entre os eleitores quando questionados sobre como ficaria a segurança caso um nome com forte atuação na área — frequentemente citado em cenários sucessórios — assumisse o comando do país. Os dados reforçam o peso do tema segurança na avaliação popular e sinalizam desafios para os próximos anos.
**Contexto**
A segurança pública é uma das principais preocupações dos brasileiros há décadas. Dados históricos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, apesar de oscilações, os índices de violência permanecem elevados em várias regiões. O governo Lula, que retornou ao Palácio do Planalto em 2023, implementou medidas como o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a criação de programas de prevenção, mas a percepção popular nem sempre acompanha as estatísticas oficiais.
A pesquisa Datafolha ouviu eleitores em todo o país entre os dias 2 e 4 de outubro de 2026. O levantamento perguntou: “Na sua opinião, com Lula na presidência, a segurança no Brasil vai melhorar, vai piorar ou vai continuar igual?”. Quase metade dos entrevistados (43%) respondeu que continuará igual. Outros 28% afirmaram que vai melhorar, enquanto 24% disseram que vai piorar. Os demais não souberam responder.
Quando o instituto apresentou um nome específico — um político com passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e que tem sido mencionado como possível candidato nas próximas eleições — as opiniões se fragmentaram. Cerca de 35% dos entrevistados acreditam que a segurança melhoraria com essa figura no comando; 30% acham que pioraria; e 25% preveem que nada mudaria. O restante não opinou.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral. O levantamento completo está disponível no site do instituto.
**Análise**
A percepção de que a segurança “continuará igual” com Lula reflete um ceticismo enraizado na população. Mesmo que indicadores objetivos mostrem redução em alguns tipos de crime — como homicídios em determinadas capitais —, a sensação de insegurança nas ruas, nos transportes públicos e nas periferias ainda domina o imaginário coletivo. Esse fenômeno não é exclusivo do Brasil: em diversos países, a percepção de segurança demora mais a mudar do que os números reais.
A divisão em relação ao nome ligado à área de segurança indica que o eleitorado não tem uma visão consolidada sobre soluções para o problema. Parte dos entrevistados associa essa figura a políticas de endurecimento penal e combate ao crime organizado, enquanto outra parte teme um viés autoritário ou a continuidade de modelos que não reduziram a violência no passado. O resultado sugere que a segurança pública será um tema central na campanha presidencial de 2026, independentemente de quem seja o candidato.
Especialistas em segurança pública apontam que a polarização política atual contamina o debate sobre o tema. Medidas técnicas, como investimento em inteligência policial, reforma penitenciária e programas sociais de prevenção, muitas vezes são ofuscadas por discursos ideológicos. A pesquisa Datafolha mostra que o eleitor está atento, mas ainda busca referências claras sobre o que funciona.
**Fontes**
- Pesquisa Datafolha divulgada em outubro de 2026, registrada no TSE. - Fórum Brasileiro de Segurança Pública (dados históricos de criminalidade). - Ministério da Justiça e Segurança Pública (informações sobre programas governamentais).
Por Renan Filho · 2026-10-09