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Opiniao

Datafolha: rejeição a Lula chega a 46%; Flávio Bolsonaro aparece com 44%

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-16

Pesquisa Datafolha divulgada em outubro de 2026 mostra que 46% dos eleitores brasileiros rejeitam o presidente Lula, enquanto o senador Flávio Bolsonaro é rejeitado por 44% em cenário de disputa presidencial.

**Lead**

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é rejeitado por 46% dos eleitores brasileiros, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 44% de rejeição. O levantamento, realizado em meio às articulações para a sucessão presidencial de 2026, oferece um retrato do cenário eleitoral atual e acende alertas tanto no governo quanto na oposição.

**Contexto**

A pesquisa foi encomendada em um momento de grande movimentação política no Brasil. O presidente Lula, que enfrenta o desafio de consolidar sua base de apoio e viabilizar a sucessão de seu governo, vê a rejeição a seu nome oscilar em patamar elevado. No caso de Flávio Bolsonaro, a rejeição é apenas dois pontos percentuais menor, o que evidencia um ambiente político profundamente polarizado.

Os números ganham relevância porque Flávio Bolsonaro é um dos nomes cotados para representar o bolsonarismo na próxima disputa presidencial, especialmente diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Apesar de ter percorrido o país em eventos públicos ao lado do ex-presidente, Flávio ainda enfrenta desconfiança de parte do eleitorado e um eleitorado rejeitador que supera o percentual de intenções de voto que as pesquisas anteriores costumavam lhe atribuir.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e os dados foram coletados em todas as regiões do país. O Datafolha também testou cenários eleitorais com outros nomes da política nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos do PL, além de lideranças da centro-direita e da centro-esquerda.

**Análise**

Os números de rejeição são, historicamente, um dos fatores mais decisivos em eleições majoritárias no Brasil. Um candidato com alta rejeição tem mais dificuldade de ampliar seu leque de alianças e de atrair o eleitor médio, que decide o voto na reta final da campanha. A rejeição de 46% atribuída a Lula indica que o atual presidente enfrenta desgaste relevante, ainda que sua base fiel continue mobilizada. Já os 44% de Flávio Bolsonaro mostram que o bolsonarismo, fora do governo federal, encontra limites claros para expandir seu eleitorado.

A vantagem percentual de Lula em relação a Flávio, dentro da margem de erro, pode ser considerada empate técnico. Isso significa que, neste momento, nenhum dos dois nomes parte com vantagem estrutural no quesito rejeição. O cenário é particularmente desafiador para Flávio Bolsonaro, que precisa construir uma imagem própria e reduzir a resistência do eleitorado que associa seu nome a investigações e à herança política do pai. Para o governo Lula, o resultado reforça a leitura de que a sucessão presidencial será disputada em um terreno hostil, com alto índice de insatisfação e um Congresso fragmentado.

Especialistas apontam que o alto nível de rejeição aos dois principais polos pode beneficiar uma candidatura de terceira via, embora as pesquisas de intenção de voto ainda mostrem dificuldade de qualquer nome alternativo decolar. O eleitorado brasileiro segue dividido entre o antipetismo e o antibolsonarismo, o que tende a manter a polarização como pano de fundo da campanha eleitoral de 2026.

**Fontes**

Os dados citados são do instituto Datafolha, divulgados em outubro de 2026. As informações sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre as articulações políticas têm como referência decisões do Tribunal Superior Eleitoral e reportagens publicadas por veículos de imprensa de circulação nacional.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.