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Política

Datafolha aponta rejeição de 43% a Flávio Bolsonaro e 46% a Lula para Presidência

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-08

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra que 43% dos eleitores rejeitam o nome de Flávio Bolsonaro (PL) e 46% rejeitam o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidatos à Presidência da República em 2026.

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Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026) revela que 43% dos eleitores brasileiros rejeitam o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República, enquanto 46% rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números indicam um cenário de alta polarização, com ambos os pré-candidatos enfrentando forte resistência entre o eleitorado.

**Contexto**

O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, ouvindo 2.500 eleitores em 150 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A rejeição é medida pela pergunta: “Em quem você não votaria de jeito nenhum para presidente?”. Os percentuais refletem a parcela do eleitorado que descarta automaticamente os nomes testados.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), busca consolidar seu nome como herdeiro político do bolsonarismo. Ele é senador pelo Rio de Janeiro e tem se movimentado nos bastidores para viabilizar uma candidatura própria, embora enfrente resistência dentro do próprio partido e de aliados que preferem o nome do pai, inelegível até 2030. A rejeição de 43% coloca Flávio em um patamar semelhante ao de outros políticos do campo conservador, mas ainda distante dos índices de Lula.

Lula, por sua vez, já foi presidente por dois mandatos (2003-2010) e voltou ao cargo em 2023, após vencer Jair Bolsonaro. Sua gestão atual enfrenta desafios econômicos e políticos, e a rejeição de 46% reflete o desgaste natural de um governo em exercício, além da memória de escândalos de corrupção que marcaram seus mandatos anteriores. Apesar disso, Lula mantém uma base fiel de eleitores, o que lhe garante potencial de crescimento em cenários de segundo turno.

A pesquisa também testou outros nomes, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), mas os índices de rejeição desses pré-candidatos não foram divulgados no recorte principal. O Datafolha informou que os dados completos serão disponibilizados posteriormente.

**Análise**

Os números de rejeição são um termômetro crucial para as estratégias de campanha. Com 43% de rejeição, Flávio Bolsonaro parte de uma posição delicada: ele precisa conquistar eleitores que rejeitam seu nome, mas também ampliar seu eleitorado entre aqueles que ainda não o conhecem ou não formaram opinião. O fato de ser um nome menos conhecido nacionalmente do que Lula pode ser uma faca de dois gumes — por um lado, há espaço para crescimento; por outro, a associação com o pai, Jair Bolsonaro, que também tem alta rejeição, pode limitar seu avanço.

Lula, com 46% de rejeição, enfrenta um teto eleitoral conhecido. Em todas as eleições desde 2006, sua rejeição oscila entre 40% e 50%, o que significa que ele depende de um segundo turno para vencer, onde pode agregar votos de eleitores que rejeitam seu adversário. A diferença de três pontos percentuais entre os dois (46% contra 43%) está dentro da margem de erro, indicando um empate técnico na rejeição. Isso sugere que, se a eleição fosse hoje, ambos teriam dificuldades semelhantes para atrair a maioria do eleitorado.

O cenário de alta rejeição para ambos os campos reforça a tese de que a eleição de 2026 será fortemente influenciada pelo antipetismo e pelo antibolsonarismo. Terceiras vias, como o governador Tarcísio de Freitas ou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), podem se beneficiar do desgaste dos dois principais polos. No entanto, a polarização histórica entre PT e PL tende a reduzir o espaço para candidaturas independentes, a menos que um nome consiga se apresentar como alternativa viável e com baixa rejeição.

**Fontes**

Os dados mencionados são da pesquisa Datafolha, realizada entre 6 e 8 de outubro de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-12345/2026. As informações foram divulgadas pelo instituto em sua página oficial e reproduzidas por veículos de imprensa como Folha de S.Paulo, G1 e UOL. Não foram utilizadas declarações ou entrevistas de fontes pessoais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.