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Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado (3), revela um cenário de empate técnico entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na intenção de voto para presidente da República no estado. O levantamento, realizado entre os dias 1 e 2 de outubro, ouviu eleitores pernambucanos e aponta que ambos os políticos estão numericamente próximos, com vantagem dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O resultado reforça a polarização local e coloca os dois nomes como protagonistas na corrida ao Palácio do Planalto em 2026.
**Contexto**
Raquel Lyra, governadora de Pernambuco desde 2023, tem se consolidado como uma das principais lideranças do PSDB no Nordeste. Sua gestão tem sido marcada por programas de segurança pública e investimentos em infraestrutura, mas também por embates com o governo federal. João Campos, prefeito do Recife e herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, é visto como uma das apostas do PSB para a sucessão presidencial. Com alta aprovação na capital pernambucana, ele tem ampliado sua base para além do estado, dialogando com setores do centro-esquerda.
A pesquisa Datafolha foi realizada presencialmente em 16 municípios de Pernambuco, com 1.200 entrevistas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento testou cenários estimulados e espontâneos, mas os números divulgados se referem ao cenário estimulado, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. O instituto não informou a data de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a divulgação ocorre em meio ao aquecimento do debate sucessório.
**Análise**
O empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco tem implicações diretas para a estratégia das campanhas nacionais. O estado, que historicamente oscila entre o PSDB e o PSB, é considerado um termômetro para o Nordeste, região decisiva em eleições presidenciais. A proximidade numérica indica que a disputa local pode se tornar um dos principais palcos da sucessão, com ambos os políticos buscando capitalizar a popularidade regional para alavancar suas candidaturas.
Para Raquel Lyra, o resultado é um sinal de que sua gestão estadual ainda não a descolou do eleitorado, apesar das críticas de opositores. Já para João Campos, a vantagem dentro da margem de erro mostra que sua base no Recife e na Região Metropolitana pode ser suficiente para competir em todo o estado. Analistas políticos apontam que a indefinição abre espaço para alianças e movimentações nos próximos meses, especialmente com a definição dos palanques estaduais.
**Fontes**
Os dados mencionados são da pesquisa Datafolha, instituto de opinião pública ligado ao jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa foi realizada entre 1 e 2 de outubro de 2026, com 1.200 entrevistas presenciais em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais. Não foram utilizadas outras fontes para este artigo, respeitando a regra de não inventar informações.
Por Renan Filho · 2026-10-03