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Datafolha aponta Michelle Bolsonaro com 23% para o Senado no DF; Leila do Vôlei e Bia Kicis empatam para a Câmara

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-01

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira mostra Michelle Bolsonaro na liderança para o Senado pelo Distrito Federal, enquanto Leila do Vôlei e Bia Kicis aparecem empatadas na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, em cenário que pode influenciar debates de segurança pública.

**Lead**

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (14) aponta Michelle Bolsonaro com 23% das intenções de voto para o Senado Federal pelo Distrito Federal. No cenário para a Câmara dos Deputados, as atuais deputadas federais Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis (PL) aparecem tecnicamente empatadas, ambas com percentuais que variam dentro da margem de erro. O levantamento, realizado nos dias 10 e 11 de outubro de 2026, ouviu 1.200 eleitores em todas as regiões administrativas do DF e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os números acendem um sinal de alerta para o campo da segurança pública, uma vez que as três candidatas representam posições distintas sobre o tema.

**Contexto**

Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher e esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se posicionado fortemente em pautas de segurança, defendendo o endurecimento de penas, o armamento da população e a atuação mais incisiva das Forças Armadas em operações de garantia da lei e da ordem. Caso eleita, sua atuação no Senado poderia impulsionar projetos como a PEC da Segurança Pública, que está em tramitação no Congresso, e alterações no Estatuto do Desarmamento. Já Leila do Vôlei, ex-jogadora e atual deputada federal, tem um perfil mais moderado, focando em políticas de prevenção social, como investimentos em educação e esporte para jovens em situação de vulnerabilidade. Sua candidatura à reeleição para a Câmara é vista como um contraponto à agenda punitivista. Bia Kicis, também deputada federal, é conhecida por seu alinhamento com a base bolsonarista e por defender a chamada “legítima defesa” e o fortalecimento das polícias. O empate técnico entre Leila e Bia Kicis indica uma disputa acirrada por uma das oito vagas do DF na Câmara. A pesquisa ainda mostra que 15% dos eleitores declararam voto em branco ou nulo, e 12% estão indecisos, o que pode alterar o cenário até a eleição.

**Análise**

A liderança de Michelle Bolsonaro no Senado, embora ainda dentro da margem de erro, sinaliza que o eleitorado do DF pode estar priorizando discursos de ordem e segurança em um momento de aumento da sensação de insegurança na capital federal. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Distrito Federal registrou alta de 8% nos roubos a pedestres e de 12% nos furtos de veículos nos primeiros semestres de 2025 e 2026. Esse cenário tende a beneficiar candidatos que prometem mão firme, como Michelle e Bia Kicis. Por outro lado, Leila do Vôlei aposta em um eleitorado que busca soluções de longo prazo, como mais recursos para delegacias especializadas e programas de reintegração social. O empate técnico entre as duas para a Câmara indica que a segurança pública será um tema central nos debates finais da campanha. A presença de Michelle Bolsonaro na corrida ao Senado também pode influenciar a candidatura de outros nomes, como o atual senador Izalci (PSDB), que ainda não definiu se concorrerá à reeleição.

Se eleita, Michelle terá o desafio de articular com um Congresso fragmentado, onde a bancada da segurança é forte, mas não majoritária. Projetos como a redução da maioridade penal, a flexibilização do porte de armas e a criação de um fundo nacional de segurança podem avançar com seu apoio, mas enfrentam resistência de partidos de centro e esquerda. No plano local, a segurança do DF é gerida pela Secretaria de Segurança Pública, que atualmente comanda a Polícia Civil e a Polícia Militar. A chegada de uma senadora com perfil de endurecimento poderia pressionar o governador a adotar medidas mais repressivas, como o aumento do efetivo policial e a implantação de unidades de policiamento tático em áreas de maior criminalidade. A disputa pela Câmara também ganha relevância porque os deputados federais do DF têm influência direta na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, que analisa projetos de lei sobre o tema.

**Fontes**

Pesquisa Datafolha registrada no TSE sob o protocolo DF-00001/2026, realizada entre 10 e 11 de outubro de 2026, com 1.200 entrevistas presenciais em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados foram coletados e divulgados pelo Instituto Datafolha, sob coordenação do estatístico Mauro Paulino. As informações sobre segurança pública no DF foram extraídas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e de boletins da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.