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Datafolha: Lula tem rejeição de 46% e Flávio Bolsonaro de 44% em pesquisa nacional

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-16

Levantamento do Datafolha divulgado em outubro mostra que 46% dos eleitores rejeitam o ex-presidente Lula e 44% rejeitam o senador Flávio Bolsonaro. Números acendem alerta nos dois campos para o cenário eleitoral de 2026.

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 16 de outubro de 2026, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é rejeitado por 46% dos eleitores brasileiros, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 44% de rejeição. O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo, ouviu eleitores em todas as regiões do país e traz um retrato do atual cenário político-eleitoral a poucos meses das eleições presidenciais de 2026.

Os números consolidam uma tendência de alta na rejeição às principais lideranças políticas do país. No caso de Lula, a desaprovação reflete o desgaste acumulado do governo federal em áreas como economia, segurança pública e combate à corrupção. Já Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e cotado para disputar o Planalto, enfrenta rejeição expressiva principalmente entre eleitores de centro e esquerda, mas também entre parcela da direita que o vê com desconfiança.

**Contexto**

O Datafolha é um dos institutos de pesquisa mais respeitados do Brasil, com larga tradição em medição de opinião pública. A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 15 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais em 130 municípios do país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-007/2026, conforme exige a legislação eleitoral brasileira.

A rejeição é um indicador determinante em qualquer cenário eleitoral. Ela mede não apenas a preferência do eleitor, mas a recusa explícita em votar em determinado nome, o que reduz o espaço de crescimento de uma candidatura. No caso de Lula, a rejeição de 46% pode ser explicada pela combinação de fatores: cansaço do eleitorado com o PT após anos de polarização, descontentamento com a política econômica, percepção de que o governo não tem priorizado a segurança pública e desgaste causado por investigações e denúncias que marcaram os últimos anos.

Para Flávio Bolsonaro, a rejeição de 44% é influenciada pelo histórico político da família Bolsonaro, pelas investigações que ele enfrenta no Supremo Tribunal Federal e pelo fato de seu nome estar associado a uma agenda vista como radical por parte da população. Embora o senador tente se apresentar como herdeiro político do pai, sua imagem ainda é marcada por controvérsias, como o caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que segue sob análise da Justiça.

**Análise**

Os números divulgados pelo Datafolha indicam que a eleição de 2026 deve ser disputada em um cenário de alta rejeição para os dois principais polos políticos. Historicamente, candidatos com rejeição superior a 40% enfrentam enormes dificuldades para ampliar sua base de apoio no segundo turno. Se confirmado esse quadro, partidos de centro podem ganhar força, principalmente se lançarem candidaturas com perfil de renovação e diálogo.

A alta rejeição de Lula preocupa o PT e aliados, que esperavam que o ex-presidente pudesse capitalizar a memória de seus governos anteriores. No entanto, o cenário atual é de fragilidade eleitoral, com o governo enfrentando crise de popularidade, inflação persistente e desgaste em áreas sensíveis como saúde e segurança. Uma virada de chave seria necessária para reverter essa imagem antes da campanha eleitoral.

Já a rejeição de Flávio Bolsonaro expõe a dificuldade do bolsonarismo em se renovar. Apesar de ainda contar com uma base fiel, o senador não consegue ampliar seu eleitorado para além do núcleo duro da direita. As condições do ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial incluem a inelegibilidade imposta pela Justiça Eleitoral, o que impede uma candidatura do próprio patriarca. Nesse cenário, Flávio tenta se viabilizar como alternativa, mas os números mostram que esse caminho é estreito e cercado de resistências.

**Fontes**

As informações foram divulgadas pelo Datafolha e publicadas pela Folha de S.Paulo em 16 de outubro de 2026. A pesquisa completa está disponível no site do instituto e no portal da Folha. Os resultados refletem exclusivamente a pesquisa mencionada, respeitando os dados divulgados até o fechamento desta matéria.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.