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Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuam empatados como os políticos com maior rejeição entre os eleitores brasileiros. Cada um deles foi citado por 45% dos entrevistados como alguém em que não votariam de jeito nenhum. O levantamento, realizado entre os dias 28 e 30 de setembro, ouviu 2.016 eleitores em 127 municípios brasileiros e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
**Contexto**
O Datafolha é um dos institutos de pesquisa mais respeitados do Brasil e realiza levantamentos regulares sobre a intenção de voto e a rejeição de figuras políticas. A rejeição é um indicador crucial em cenários eleitorais, pois mede o percentual de eleitores que afirmam não votar em determinado candidato sob hipótese alguma. No atual cenário, a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo continua a dominar o debate político, mesmo com a ausência de uma candidatura oficial confirmada de ambos para 2026. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Lula, ex-presidente que já governou o Brasil por dois mandatos, representam polos opostos na política nacional. A pesquisa também avaliou outros nomes, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-senadora Marina Silva (Rede), que apresentam índices de rejeição mais baixos, na casa dos 20% a 25%. No entanto, os dados mostram que o eleitorado permanece fortemente dividido, com uma parcela significativa rejeitando tanto o campo da extrema-direita quanto o da esquerda tradicional.
**Análise**
O empate técnico na rejeição entre Flávio e Lula sugere que o cenário eleitoral para 2026 pode ser marcado por uma forte polarização, mas com nuances importantes. Embora ambos sejam rejeitados por 45% dos eleitores, isso não significa que tenham a mesma chance de vitória. Lula, por exemplo, possui uma base de apoio consolidada e uma vasta experiência de governo, o que lhe garante um piso eleitoral elevado. Já Flávio Bolsonaro, apesar de carregar o sobrenome do pai, enfrenta desafios próprios: sua imagem está associada a investigações em andamento e a uma carreira política ainda em construção no Executivo. A rejeição elevada de ambos indica que o eleitorado está cansado da polarização e busca alternativas. Candidatos de centro, como o governador Tarcísio de Freitas ou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), podem se beneficiar desse cansaço, desde que consigam se apresentar como opções viáveis e moderadas. No entanto, a força das máquinas partidárias e a lealdade dos eleitores mais fiéis de cada lado tornam qualquer previsão incerta. Os números do Datafolha também refletem uma crise de representação: enquanto a rejeição aos dois principais nomes é alta, a taxa de eleitores que afirmam não ter candidato ou que votariam em branco/nulo permanece relevante, em torno de 10% a 15% nas simulações.
**Fontes**
Os dados apresentados são provenientes da pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro de 2026, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01234/2026. O levantamento completo pode ser consultado no site oficial do instituto.
Por Renan Filho · 2026-10-01