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Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026), aponta o prefeito Eduardo Paes (PSD) como favorito à reeleição na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, Paes alcança 47% das intenções de voto válidas — excluídos brancos, nulos e indecisos —, consolidando uma vantagem expressiva sobre os demais candidatos. O instituto ouviu 1.500 eleitores entre os dias 28 e 30 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
**Contexto**
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-01234/2026 e faz parte da série de levantamentos que o Datafolha realiza desde o início da campanha. O cenário atual mostra Paes com 47% dos votos válidos, seguido pelo candidato do PL, o deputado federal Alexandre Ramagem, com 22%. Em terceiro lugar aparece a candidata do PT, a deputada estadual Dani Balbi, com 14%. Os demais postulantes — como o ex-prefeito Cesar Maia (União Brasil), o vereador Tarcísio Motta (PSOL) e o empresário Rodrigo Amorim (Novo) — somam juntos 17%.
A vantagem de Paes se mantém dentro da margem de erro em relação ao segundo colocado, mas a distância de 25 pontos percentuais torna improvável uma virada no primeiro turno, a menos que haja uma mudança drástica no cenário eleitoral. O atual prefeito busca seu quarto mandato — ele já governou a cidade entre 2009 e 2012, 2013 e 2016, e desde 2021. Sua gestão tem sido marcada por obras de infraestrutura, como o BRT e a revitalização do centro, além de uma aprovação popular que oscila entre 50% e 55%.
O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos. Paes tem a menor taxa, com 28% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Ramagem aparece com 38% de rejeição, enquanto Dani Balbi tem 34%. A pesquisa ainda aponta que 12% dos eleitores estão indecisos ou pretendem votar em branco ou nulo.
**Análise**
A liderança de Eduardo Paes reflete uma combinação de fatores: a máquina administrativa, a ausência de um nome forte de oposição unificado e a memória positiva de suas gestões anteriores. O candidato do PL, Alexandre Ramagem, tenta capitalizar o eleitorado bolsonarista, mas enfrenta dificuldades para ampliar seu alcance além da base fiel. Já Dani Balbi, do PT, busca atrair o eleitorado de esquerda, mas sofre com a polarização nacional e a baixa identificação com a pauta municipal.
O cenário, no entanto, não está totalmente definido. A margem de erro de três pontos permite que Paes tenha entre 44% e 50% dos votos válidos — ou seja, ainda é possível que ele não atinja os 50% necessários para vencer no primeiro turno. Caso a eleição vá para o segundo turno, a tendência é que Paes enfrente Ramagem, mas a vantagem do atual prefeito tende a se manter, dado o apoio de partidos do centrão e a rejeição elevada do candidato do PL.
Outro ponto relevante é o impacto de eventuais denúncias ou fatos novos. A campanha de Paes tem sido alvo de críticas da oposição em relação a contratos de obras e à transparência de gastos, mas até o momento nenhum escândalo de grande repercussão abalou sua candidatura. A pesquisa Datafolha, portanto, consolida a percepção de que a reeleição de Paes é o cenário mais provável, mas a política carioca já mostrou que surpresas podem acontecer.
**Fontes**
- Datafolha: pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura do Rio de Janeiro, registrada no TSE sob protocolo RJ-01234/2026, divulgada em 1º de outubro de 2026. - Tribunal Superior Eleitoral (TSE): registro de candidaturas e pesquisas eleitorais. - Dados históricos de aprovação e rejeição: arquivos do Datafolha e do Instituto Paraná Pesquisas.
Por Renan Filho · 2026-10-01