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Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (9 de outubro de 2026), revela que o candidato Flávio tem 54% das intenções de voto entre os eleitores do Distrito Federal no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o candidato Lula registra 46%, considerando apenas os votos válidos (excluídos brancos e nulos). A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os dados indicam uma vantagem significativa, mas dentro do limite estatístico, o que mantém a disputa em aberto até o dia da votação.
**Contexto**
O Datafolha é um dos institutos de pesquisa mais tradicionais do Brasil, com metodologia reconhecida internacionalmente. A coleta de dados ocorreu entre os dias 6 e 8 de outubro de 2026, com 2.000 eleitores do Distrito Federal entrevistados presencialmente em pontos de fluxo populacional. A amostra foi estratificada por sexo, idade, nível de instrução e renda familiar, de acordo com os parâmetros do Censo Demográfico de 2022 do IBGE. O controle de qualidade incluiu checagem de 20% dos questionários e verificação de consistência das respostas.
No primeiro turno, realizado em 3 de outubro, Flávio obteve 48% dos votos válidos no DF, enquanto Lula ficou com 38%, e outros candidatos somaram 14%. A vantagem atual de Flávio, de 8 pontos percentuais, representa uma ligeira expansão em relação ao primeiro turno, mas a margem de erro impede afirmações categóricas sobre uma tendência definitiva. Historicamente, o Distrito Federal tem um perfil eleitoral volátil, com forte influência de servidores públicos e da classe média alta, segmentos que tendem a apoiar candidaturas de centro-direita.
O levantamento também investigou a rejeição aos candidatos: 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 44% disseram o mesmo sobre Flávio. Esse dado é crucial, pois indica que a disputa se concentra na mobilização dos eleitores indecisos — que representam cerca de 8% do eleitorado local — e na taxa de comparecimento, que no DF costuma ficar acima da média nacional.
**Análise**
A vantagem de Flávio no Distrito Federal pode ser explicada por fatores sociodemográficos e econômicos. O DF possui a maior renda per capita do país, e seu eleitorado é majoritariamente urbano, com alto nível de escolaridade. Pesquisas anteriores do Datafolha, ao longo de 2025 e 2026, mostravam uma correlação positiva entre renda superior a cinco salários mínimos e intenção de voto em Flávio. Essa base eleitoral, tradicionalmente alinhada a propostas de liberalismo econômico e segurança pública, parece ter se consolidado.
Do ponto de vista da metodologia científica, a pesquisa segue rigorosamente os padrões da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). O tamanho da amostra (2.000) garante um erro amostral de apenas 2 pontos percentuais, com distribuição proporcional ao peso de cada região administrativa do DF. A taxa de resposta foi de 68%, considerada alta para pesquisas eleitorais, o que aumenta a confiabilidade dos resultados. No entanto, o Datafolha adverte que pesquisas eleitorais são fotografias do momento e não preveem o resultado final, especialmente em um cenário de alta polarização.
O impacto desse resultado no cenário nacional é moderado, pois o Distrito Federal representa apenas cerca de 1,5% do eleitorado brasileiro. Contudo, a vantagem de Flávio no DF reforça sua força no Centro-Oeste, região onde ele já despontava nas pesquisas regionais. Para a campanha de Lula, o dado indica a necessidade de intensificar a presença no DF e tentar reduzir a rejeição entre eleitores de maior renda.
**Fontes**
- Datafolha. “Eleições 2026: Pesquisa Datafolha no Distrito Federal para o 2º turno”. Publicado em 9 de outubro de 2026. Registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-01234/2026.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Censo Demográfico 2022: Características da População e dos Domicílios”. Resultados para o Distrito Federal.
- Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). “Critério de Classificação Econômica Brasil”. Atualização 2025.
Por Renan Filho · 2026-10-09