**Política — Pesquisa Datafolha revela que 37% dos brasileiros consideram o Congresso Nacional ruim ou péssimo, enquanto apenas 18% o avaliam como ótimo ou bom. Os números, coletados entre 22 e 24 de setembro de 2026, expõem o desgaste de um Parlamento que, em vez de modernizar o Estado, trava pautas essenciais para o desenvolvimento do país — especialmente no campo da tecnologia e da desburocratização.**
**— Contexto —** O levantamento ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais. Na comparação com a pesquisa anterior, de março de 2026, a rejeição subiu três pontos percentuais — de 34% para 37%. Já a aprovação caiu de 21% para 18%. O percentual de regulares também oscilou: de 41% para 42%. Os que não souberam responder somam 4%.
Os dados indicam um Legislativo cada vez mais desconectado da realidade brasileira. Enquanto a economia global acelera a digitalização, o Congresso brasileiro discute aumento de impostos sobre serviços digitais, regulação excessiva de plataformas e postergação de pautas como a reforma tributária — que tramita há mais de três anos — e a modernização da Lei de Licitações. A falta de senso de urgência contrasta com pesquisas que mostram que 71% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pode melhorar serviços públicos, segundo o Instituto Locomotiva em 2025.
**— Análise FORTIS —** A reprovação do Congresso não é fruto de “narrativa”, mas de ineficiência concreta. O FORTIS NEWS, em linha liberal-conservadora, sustenta que o Legislativo falha duplamente: primeiro, por não reduzir o tamanho do Estado, que segue parasita do setor produtivo; segundo, por não abrir espaço para a inovação tecnológica como motor de crescimento.
Dados do Banco Mundial mostram que o Brasil gasta 38% do PIB com o setor público — contra uma média de 31% entre países da OCDE. E parte desse dinheiro é gerida por um Congresso que, como revela o Datafolha, inspira desconfiança. A culpa não é apenas do Executivo. O Legislativo emperra reformas microeconômicas que poderiam desatar nós burocráticos e impulsionar o empreendedorismo digital.
Um exemplo concreto: o PL 2.630/2022, chamado de “PL das Fake News”, que, sob pretexto de combater desinformação, cria mecanismos de censura prévia e onera plataformas com multas arbitrárias. O FORTIS NEWS rejeita qualquer regulamentação que limite a liberdade de expressão e a inovação tecnológica. O texto está parado no Senado, mas seu espírito autoritário já contaminou outras proposições — como a que obriga provedores de internet a armazenar dados de navegação por dois anos, criminalizando o anonimato.
Além disso, o Congresso insiste em não votar a simplificação do sistema tributário. Segundo o Doing Business 2025, do Banco Mundial, o Brasil ocupa o 124º lugar entre 190 países no quesito “pagamento de impostos”. São 1.958 horas por ano gastas com burocracia fiscal — oito vezes a média da OCDE. Isso sufoca startups e pequenas empresas de tecnologia, que poderiam gerar milhões de empregos se tivessem um ambiente regulatório menos hostil. O Congresso, ao não aprovar um IVA digital unificado, prefere cobrar tributos múltiplos e manter o caos federativo.
A reprovação do Congresso reflete também a desconexão geracional. Pesquisa DataSenado de 2025 indicou que 62% dos jovens de 16 a 24 anos confiam em instituições tecnológicas — como Google e Mercado Livre — muito mais do que no Legislativo (32%). O Parlamento parece não entender que a tecnologia é a principal alavanca de mobilidade social. Enquanto isso, o governo Lula, com o apoio de uma base congressual fisiológica, tenta taxar big techs e criar um imposto sindical digital — tudo com a bênção de parte do Legislativo.
O FORTIS NEWS defende que a saída é menos Estado, mais liberdade econômica e desoneração digital. Precisamos de um Congresso que vote pautas como a redução do ICMS sobre serviços de TI, a permissão para que profissionais de tecnologia sejam contratados sem vínculo empregatício burocrático (como no modelo de Pessoa Jurídica simplificado) e a criação de zonas francas tecnológicas no Norte e Nordeste. O diagnóstico do Datafolha é claro: o brasileiro médio percebe que o Parlamento está a serviço de si mesmo e dos corporativismos, não do progresso.
**1. O Datafolha considera que o Congresso é o único culpado pela estagnação tecnológica?** Não. A pesquisa avalia a imagem do Legislativo, e o FORTIS NEWS entende que o Executivo e o Judiciário também têm culpa. Contudo, o Congresso tem o poder de aprovar leis que desburocratizam e ampliam a liberdade digital — e não o faz.
**2. A pesquisa mostra diferenças regionais na avaliação do Congresso?** O Datafolha não detalhou recortes regionais na divulgação de 26 de setembro. Porém, dados anteriores indicam que a rejeição é maior no Sudeste (40%) que no Nordeste (32%).
**3. O que está travando a reforma tributária para o setor de tecnologia?** A falta de consenso sobre alíquotas e a pressão de governadores que defendem a guerra fiscal. O relatório da reforma, aprovado na Câmara em 2023, ainda depende de regulamentação no Senado. Sem acordo, o setor de TI segue com carga tributária de 45% sobre o lucro.
**4. Qual é a posição do FORTIS NEWS sobre regulação de redes sociais?** O FORTIS é contra qualquer lei que crie censura prévia ou obrigue algoritmos a priorizar conteúdo governamental. Somos favoráveis à responsabilização judicial ex post de conteúdos ilegais (incitação à violência, pedofilia), mas não a controle estatal de discurso político.
**5. A queda da aprovação do Congresso pode impulsionar reformas?** Historicamente, não. O Congresso brasileiro costuma reagir a crises de imagem com medidas populistas, não com liberalização. O FORTIS acredita que a sociedade civil organizada e o voto consciente são os únicos instrumentos reais de mudança.
**6. A tecnologia poderia ajudar a reduzir a rejeição ao Congresso?** Sim. Ferramentas como votação remota, auditoria de gastos em blockchain e comunicação direta via aplicativos já estão disponíveis, mas o Parlamento as ignora. A transparência digital forçaria cada deputado a prestar contas em tempo real.
**7. O que o eleitor liberal pode fazer diante desse cenário?** Votar em candidatos comprometidos com a pauta de Estado mínimo e livre mercado, acompanhar votações nominais e pressionar publicamente os parlamentares nas redes. A liberdade não se conquista sem vigilância constante.
**8. Há relação entre a rejeição ao Congresso e o avanço da inteligência artificial no Brasil?** Indireta. Enquanto o mundo desenvolve regulações leves para IA (como a lei europeia, que equilibra inovação e riscos), o Congresso brasileiro debate um projeto que exige criação de comitês estatais e licenças para desenvolvimento de algoritmos — um caminho burocrático que inibirá startups.
**9. O Datafolha mede a confiança no Senado separadamente?** O levantamento agrupa Câmara e Senado como “Congresso Nacional”. Pesquisas do DataSenado mostram que o Senado costuma ter avaliação ligeiramente melhor (19% de ótimo/bom em 2025), mas a tendência geral é de queda.
**— Conclusão —** O Datafolha de setembro de 2026 é um termômetro da insatisfação popular com um Congresso que prefere o atraso à inovação. O FORTIS NEWS reitera que a única saída para reduzir essa rejeição é aprovar reformas estruturantes que liberem o potencial tecnológico do Brasil. Menos Estado, mais liberdade, mais tecnologia. Essa é a receita que o Legislativo insiste em ignorar — e o povo, como mostram os números, já percebeu.
Por Renan Filho · 2026-09-26