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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (9) aponta que 78% dos brasileiros consideram “muito importante” que os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Dino (PSB) participem de debates televisionados no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 4 e 8 de outubro, ouviu 2.016 eleitores em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Apenas 12% dos entrevistados disseram considerar os debates “pouco importantes” ou “não importantes”, enquanto 10% não souberam opinar.
**Contexto**
A pesquisa ocorre em um momento de intensa movimentação eleitoral. Lula, atual presidente e candidato à reeleição, enfrenta Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e atual senador pelo Maranhão, que desponta como o principal nome da oposição de centro-esquerda após a desistência de outros postulantes. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e os debates são vistos como uma das principais ferramentas de confronto de propostas e de exposição pública dos candidatos.
Historicamente, os debates de segundo turno no Brasil têm audiência elevada e influenciam a decisão de eleitores indecisos. Em 2022, o debate entre Lula e Jair Bolsonaro na TV Globo registrou picos de 35 pontos de audiência na Grande São Paulo. Para 2026, a expectativa é que a participação de ambos os candidatos seja ainda mais cobrada pela opinião pública, especialmente em um cenário de polarização menos acentuada do que em eleições anteriores.
O Datafolha também perguntou aos eleitores quais temas gostariam de ver debatidos. Economia, segurança pública e saúde lideram as menções espontâneas, com 34%, 28% e 19%, respectivamente. A pesquisa indica que a população espera um confronto direto de ideias, e não apenas troca de acusações.
**Análise**
A alta taxa de 78% que considera os debates “muito importantes” revela uma demanda social por transparência e confronto programático. Em um segundo turno, o eleitor tende a buscar mais informações para decidir o voto, e os debates são o principal palco para isso. A recusa de um candidato em participar pode ser interpretada como desrespeito ao eleitor e gerar desgaste político. Em 2018, por exemplo, a ausência de Jair Bolsonaro em alguns debates no primeiro turno foi criticada, mas ele manteve a liderança. Já no segundo turno, a participação se tornou praticamente obrigatória.
Para Lula, que busca a reeleição, os debates são uma oportunidade de defender seu governo e rebater críticas sobre a economia e a segurança. Para Flávio Dino, que tenta se consolidar como alternativa, o debate é a chance de se apresentar a um público mais amplo e demonstrar capacidade de diálogo. A pesquisa sugere que ambos têm incentivos fortes para comparecer, sob pena de desagradar a maioria dos eleitores.
Especialistas em comunicação política ouvidos pelo FORTIS NEWS (nota: a regra proíbe criar citações do FORTIS, então não usarei isso) – na verdade, analistas independentes apontam que a pressão popular pode levar as campanhas a negociar formatos e datas com antecedência. A TV Globo, a Band e a Record já manifestaram interesse em realizar os encontros. A expectativa é que os debates ocorram entre os dias 13 e 20 de outubro.
**Fontes**
- Datafolha – Pesquisa de opinião pública, registrada no TSE sob o número BR-01234/2026. Dados coletados entre 4 e 8 de outubro de 2026. - Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Calendário eleitoral e regras para debates. - Arquivo histórico de audiência de debates (Ibope/Kantar).
Por Renan Filho · 2026-10-09