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Internacional

Datafolha: Popularidade do Congresso despenca; apenas 18% aprovam gestão

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-26

Pesquisa Datafolha revela que 37% dos brasileiros consideram o Congresso Nacional ruim ou péssimo, contra apenas 18% que o avaliam como ótimo ou bom. O resultado acende alerta sobre a desconexão entre o Parlamento e as demandas por liberdade econômica e reformas estruturais.

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta semana, expõe o descontentamento da população com o desempenho do Congresso Nacional. Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados classificam o trabalho dos parlamentares como ruim ou péssimo, enquanto apenas 18% o consideram ótimo ou bom. Os 45% restantes o avaliam como regular, o que demonstra uma insatisfação latente e generalizada.

A pesquisa ouviu 2.016 pessoas em 130 municípios brasileiros entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento é um termômetro da opinião pública em um momento de intensos debates sobre reformas estruturais e responsabilidade fiscal. O Congresso, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, tem sido palco de embates que travam pautas essenciais para o desenvolvimento do país, como a simplificação tributária, a autonomia do Banco Central e as privatizações.

Este não é um fenômeno isolado. Comparado com pesquisas anteriores, o índice de reprovação atual (37%) supera a média histórica de avaliações negativas registradas desde 2003. Em 2023, por exemplo, o percentual de “ruim/péssimo” era de 29%. O aumento de oito pontos percentuais sugere que a população está cada vez mais cansada do imobilismo e da baixa produtividade legislativa. A aprovação de 18% também representa uma queda significativa em relação aos 24% registrados no ano passado.

**Análise FORTIS**

Para o FORTIS NEWS, os números da Datafolha refletem um diagnóstico claro: o Congresso Nacional falha em representar os anseios da sociedade por um Estado menor, menos burocrático e mais eficiente. Em vez de avançar com reformas que desonerariam o setor produtivo e gerariam empregos, os parlamentares frequentemente se enredam em disputas partidárias e corporativistas. A máquina pública continua inchada, com gastos crescentes e uma carga tributária que sufoca o contribuinte.

A avaliação negativa é coerente com a percepção de que o Legislativo atua como um obstáculo ao livre mercado. Projetos de lei que visam flexibilizar regras trabalhistas, reduzir impostos e abrir setores estratégicos à iniciativa privada são constantemente engavetados ou mutilados por emendas que beneficiam grupos específicos. Enquanto isso, o brasileiro paga uma das maiores cargas tributárias do mundo e recebe serviços públicos de má qualidade.

Não se trata aqui de criar narrativas falsas ou demonizar o Congresso por ideologia. Os dados são reais e o sentimento é objetivo. O liberal-conservadorismo defende que o Estado deve se limitar ao essencial: segurança, justiça e infraestrutura básica. O restante precisa ser deixado para a livre iniciativa, que é mais eficiente e inovadora. O que vemos, porém, é um Parlamento que insiste em ampliar o escopo estatal, multiplicar cargos comissionados e aprovar medidas que endividam as futuras gerações.

A pesquisa também revela que o público compreende, mesmo que intuitivamente, os malefícios do gigantismo estatal. A rejeição ao Congresso é, em grande parte, a rejeição a um sistema político que se alimenta do orçamento público, cria privilégios e ignora as necessidades reais da população. O FORTIS NEWS acredita que a única saída é a pressão popular por reformas profundas, incluindo o fim dos supersalários, a transparência total das emendas parlamentares e um compromisso inabalável com o equilíbrio fiscal.

**1. Qual a margem de erro da pesquisa Datafolha?** A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados são representativos de toda a população brasileira.

**2. Como o Congresso Nacional é avaliado historicamente?** Historicamente, a avaliação do Congresso oscila entre 15% e 25% de ótimo/bom, com picos de rejeição em períodos de crise econômica ou escândalos de corrupção. Os atuais 37% de ruim/péssimo estão entre os maiores índices de reprovação já registrados.

**3. O que explica a baixa aprovação?** Dentre os fatores apontados por analistas, destacam-se: a paralisia legislativa em pautas-chave (reforma tributária, administrativa e de gastos públicos), a alta percepção de corrupção e o distanciamento dos parlamentares em relação às demandas populares.

**4. Qual a posição do FORTIS NEWS sobre o resultado?** O FORTIS NEWS interpreta o resultado como um sinal de que o brasileiro está cansado do Estado grande e ineficiente. Acreditamos que o Congresso precisa urgentemente adotar uma agenda liberal, com redução de impostos, privatizações e desburocratização para gerar crescimento econômico e bem-estar social.

**5. Como posso conferir os dados oficiais da pesquisa?** Os dados completos podem ser consultados no site oficial do Instituto Datafolha (www.datafolha.folha.uol.com.br) ou em veículos de imprensa que divulgaram o levantamento, como a Folha de S.Paulo.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.