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Datafolha 2026: A Dura Realidade que o Estado não Ensina — Por que o Eleitor Prioriza a Economia

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-23

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Haddad numericamente à frente, mas os números carregam um alerta liberal-conservador: a reprovação da gestão econômica é maior do que a soma de qualquer apoio partidário. Os resultados provam que o brasileiro médio não é ideológico; ele quer comida na mesa, preço justo no supermercado e um Estado que não o trate como caixa eletrônico.

A nova pesquisa Datafolha para a corrida presidencial foi recebida nos bastidores de Brasília como um retrato fiel de um eleitorado cansado. O levantamento, que ouviu 3.000 eleitores em 120 municípios entre os dias 20 e 22 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, apresenta o ex-ministro Fernando Haddad à frente nas intenções de voto no primeiro cenário estimulado. O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece em segundo, dentro da margem de erro para um eventual segundo turno. Mas o que chama a atenção da FORTIS não é a liderança numérica do PT, e sim a fotografia completa: a maioria esmagadora dos entrevistados considera a economia brasileira ruim ou péssima — um dado que a esquerda tradicional trata como ruído de fundo, mas que para nós é o sinal mais claro possível de que o Estado brasileiro falhou em sua missão primordial.

A pesquisa foi encomendada por um consórcio de veículos de imprensa e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 07391/2026. Os dados revelam que, quando perguntados sobre os principais problemas do país, a inflação e o desemprego lideram de forma esmagadora, muito à frente de pautas identitárias ou de temas caros à militância. Este é o ponto central: o eleitor brasileiro não está interessado em narrativas de culpa histórica. Ele quer previsibilidade. Quer pagar menos impostos. Quer ver o próprio salário valer mais do que valia no mês passado. O Datafolha mostra que a pauta econômica domina a preocupação popular exatamente porque o custo de vida no Brasil é insustentável.

O levantamento indica que, no segundo turno simulado entre Haddad e Bolsonaro, a disputa termina em empate técnico, o que sugere uma polarização clássica do país. Entretanto, há um elemento novo que a FORTIS considera decisivo: a presença de figuras públicas com discurso liberal e gestão comprovada no interior dessa disputa. Nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, aparecem com índices expressivos de conhecimento e aprovação, mesmo sem estarem oficialmente no jogo. Isso não é acaso. É a consolidação de um eleitorado que busca alternativas pragmáticas a um sistema político que entregou décadas de carga tributária crescente e serviços públicos em colapso.

Para o liberal-conservador, a pesquisa carrega duas leituras. A primeira é negativa: Haddad, candidato do governo que impõe a maior carga tributária da história do país, segue com potencial de vitória. A segunda é positiva: 72% dos entrevistados afirmaram que a economia está no rumo errado, e o mesmo dado que sustenta o PT no curto prazo mina a governabilidade a médio prazo. O atual governo, se reeleito, herdará exatamente o cenário que hoje alimenta a reprovação. Não é uma profecia; é a matemática das contas públicas. Todo programa de gasto descontrolado — como o prometido nas campanhas petistas — termina em inflação, e a inflação penaliza o trabalhador que sustenta a máquina estatal. Essa é a lógica que a esquerda jamais ensina nas escolas, mas que o supermercado ensina todos os dias.

A FORTIS enxerga neste Datafolha mais um capítulo da longa crise de representação. O eleitor não é conservador por ideologia pura, mas porque descobre na vida prática que o discurso de acolhimento do Estado se traduz em filas, papelada e imposto na conta de luz. O brasileiro que enfrenta o trânsito de São Paulo por três horas para ganhar um salário que não cobre o aluguel não está preocupado com a última polêmica da semana nas redes sociais. Ele quer um país que funcione. Os dados do Datafolha apontam para isso: mais de 50% dos entrevistados dizem que a segurança pública é um caos, e quase 60% afirmam que a saúde pública não atende à demanda. São esses os temas que verdadeiramente decidirão a eleição, e não outro embate artificial.

O contraponto obrigatório, contudo, existe. A esquerda argumentará que Haddad é o vencedor em todos os cenários e que o país escolheu um caminho. A isso, respondemos com os fatos: a mesma pesquisa mostra que o atual governo é rejeitado por mais de 40% do eleitorado, e um eventual segundo turno entre Haddad e Bolsonaro é uma disputa de rejeição a dois. Em outras palavras, ninguém está liderando por amor, mas por falta de alternativa. Se a direita não apresentar nomes viáveis e proposições concretas, entregará o poder ao discurso gastador que já endividou o país em mais de uma década. Se a esquerda ignorar o recado econômico, continuará colecionando vitórias até o dia em que a crise fiscal não puder mais ser administrada.

Os números do Datafolha não são uma tragédia; são um diagnóstico. O Brasil não quer retroceder. O Brasil não quer radicalizar. O Brasil quer gerar empregos sem depender de cargos públicos, quer cortar impostos, quer abrir mercado. A pesquisa desta quinta-feira, sob a ótica liberal-conservadora, revela um país que está amadurecendo para o debate de liberdade econômica, mesmo que a classe política ainda esteja presa ao passado. Cabe ao eleitor, no final, transformar a insatisfação em voto consciente. Cabe a nós, cidadãos, lembrar que a prosperidade não vem de decreto, mas de um Estado mínimo que saia do caminho do cidadão que produz, empreende e constrói.

A FORTIS NEWS seguirá monitorando as pesquisas e, principalmente, os indicadores reais que as determinam. Afinal, quem controla a inflação não é o instituto de pesquisa, é o presidente da República e sua equipe econômica. E, pelos dados divulgados hoje, há um longo caminho até que o Brasil se aproxime de um padrão de vida digno para todos. Os números falam. O Estado não escuta. O eleitor, cada vez mais, entende o recado.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.