FORTIS
← FORTIS
Esportes

Datafolha aponta rejeição de 46% a Flávio Bolsonaro e 45% a Lula para 2026

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-23

Pesquisa Datafolha divulgada em outubro de 2026 mostra empate técnico na rejeição entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), ambos cotados para a sucessão presidencial.

**Lead**

Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em outubro de 2026, aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 46% dos eleitores, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45% de rejeição para o cenário presidencial de 2026. Os números colocam os dois potenciais candidatos em empate técnico, indicando um cenário de acirramento na disputa eleitoral. O levantamento foi realizado após um período de intenso debate político no país, com discussões sobre economia, segurança pública e a articulação dos partidos em torno das eleições do próximo ano.

**Contexto**

A pesquisa Datafolha chega em um momento estratégico, quando as legendas começam a desenhar suas pré-candidaturas para o Palácio do Planalto. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se consolidado como um dos principais nomes do PL e busca ampliar sua base política no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. Lula, por sua vez, continua sendo o principal líder da esquerda brasileira e tenta viabilizar sua candidatura à reeleição em meio a um governo marcado por desafios econômicos e políticos.

Os altos índices de rejeição não são novidade na política brasileira, mas o empate técnico entre os dois nomes acende um alerta nos partidos. Historicamente, a rejeição é um fator decisivo no segundo turno, quando o eleitorado tende a votar contra um candidato em vez de votar a favor do outro. O Datafolha, um dos institutos mais respeitados do país, ouviu eleitores em diferentes regiões e captou um sentimento de insatisfação que atravessa os dois campos ideológicos. Os números sugerem que a polarização entre os grupos liderados por Flávio Bolsonaro e Lula continua intensa, mas também revelam um eleitorado cansado e desconfiado em relação às principais lideranças nacionais.

Especialistas apontam que o cenário de rejeição elevada abre espaço para candidaturas consideradas mais moderadas ou de terceira via, que possam se apresentar como alternativa viável aos dois polos. No entanto, a tradição eleitoral brasileira mostra que a polarização tende a se intensificar conforme a campanha avança, com o eleitor migrando para os candidatos com maior potencial de vencer. O levantamento não detalha a intenção de voto espontânea ou estimulada, mas a rejeição é considerada um termômetro importante para medir a capacidade de crescimento de cada nome.

**Análise**

A rejeição elevada a Flávio Bolsonaro e Lula pode ser explicada por fatores distintos. No caso do senador, o sobrenome carrega o peso da herança política do pai, e sua atuação no Congresso ainda é pouco conhecida do grande público. Por outro lado, Lula enfrenta o desgaste natural de um mandato marcado por crises e pela dificuldade de entregar resultados rápidos em áreas como economia e combate à violência. Essa combinação de fatores faz com que ambos os lados precisem investir em estratégias para reduzir a rejeição antes do registro oficial das candidaturas.

A pesquisa também acende um sinal de alerta para os partidos: se a eleição fosse hoje, o segundo turno poderia ser decidido não pelo voto útil, mas pelo voto de rejeição. Isso significa que o eleitorado pode escolher o candidato que considera menos pior, e não necessariamente aquele com quem mais se identifica. Nesse cenário, a capacidade de dialogar com o centro político e conquistar eleitores indecisos será essencial. A alta rejeição também pode favorecer o surgimento de novas lideranças e nomes de fora do eixo tradicional, caso consigam se viabilizar nos próximos meses.

O Datafolha deve divulgar novos recortes da pesquisa nos próximos dias, incluindo a intenção de voto para os cenários testados. Esses números serão cruciais para entender se a rejeição se reflete em perda de apoio efetivo ou se os eleitores ainda mantêm uma preferência clara por um dos nomes. A tendência, no entanto, é de acirramento da disputa e de uma campanha eleitoral marcada por ataques e pela busca de desconstrução das imagens dos adversários. Em meio a esse cenário, a política econômica, a segurança pública e o combate à corrupção devem dominar o debate público até outubro de 2026.

**Fontes**

As informações deste artigo foram obtidas a partir dos dados divulgados pelo Instituto Datafolha em outubro de 2026, referentes à pesquisa de intenção de voto e rejeição para as eleições presidenciais. Os percentuais citados foram amplamente repercutidos pela imprensa nacional e estão disponíveis no site oficial do instituto. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral dentro dos prazos legais, e a metodologia incluiu entrevistas presenciais em diversos municípios brasileiros, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.