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Opiniao

Saiba quando saem as principais pesquisas eleitorais até o 1º turno

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-29

Com a reta final da campanha, institutos como Datafolha, Quaest e Ipec divulgam levantamentos semanais. Confira o calendário previsto até 4 de outubro.

**Lead**

A menos de uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 4 de outubro de 2026, os principais institutos de pesquisa do país intensificam a divulgação de levantamentos de intenção de voto. Datafolha, Quaest, Ipec, AtlasIntel e Paraná Pesquisas já anunciaram seus cronogramas oficiais, com pesquisas nacionais e estaduais programadas para os próximos dias. O eleitor que deseja acompanhar a evolução do cenário eleitoral deve ficar atento às datas de coleta e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que garantem a transparência e a legalidade dos números.

**Contexto**

O calendário de pesquisas eleitorais no Brasil é regulado pela Resolução nº 23.600/2019 do TSE, que exige o registro prévio de cada levantamento, com informações sobre contratante, metodologia, margem de erro e período de coleta. Em 2026, a corrida presidencial reúne candidatos de diferentes espectros políticos, e os institutos têm se esforçado para captar as oscilações de última hora, especialmente após os debates televisionados e o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começou em 26 de agosto.

O Datafolha, ligado ao jornal Folha de S.Paulo, é um dos mais tradicionais e costuma divulgar pesquisas a cada três ou quatro dias na reta final. O instituto já protocolou no TSE levantamentos para os dias 29 de setembro e 2 de outubro, ambos com abrangência nacional e margem de erro de dois pontos percentuais. A Quaest, que ganhou projeção nas últimas eleições, também mantém frequência intensa: suas pesquisas estão previstas para 30 de setembro e 3 de outubro, com coleta presencial em 120 municípios. Já o Ipec (antigo Ibope) deve divulgar resultados nos dias 28 de setembro e 1º de outubro, com amostras de 2.000 eleitores cada.

O instituto AtlasIntel, conhecido por suas pesquisas online, tem cronograma mais flexível e costuma liberar dados diariamente na última semana, sempre com registro no TSE. A Paraná Pesquisas, que foca em intenção de voto espontânea e estimulada, programou levantamentos para 29 de setembro e 2 de outubro. Todos os institutos, por força da legislação, divulgam simultaneamente os números em seus sites e nos veículos contratantes, o que permite ao eleitor comparar metodologias e tendências.

**Análise**

A profusão de pesquisas na reta final não é apenas um termômetro da disputa, mas também um instrumento de campanha. Candidatos que aparecem em crescimento costumam usar os números para atrair indecisos e consolidar apoios. Por outro lado, levantamentos que indicam estabilidade ou queda podem gerar movimentos de última hora, como mudanças no tom do discurso ou reforço em redutos eleitorais específicos. Especialistas em opinião pública alertam, no entanto, que a margem de erro e o período de coleta são cruciais para a interpretação correta dos dados. Uma pesquisa feita entre segunda e terça-feira pode não refletir um fato ocorrido na quarta, como um debate ou uma denúncia.

Outro ponto relevante é a diferença entre pesquisas estimuladas (quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor) e espontâneas (quando o eleitor diz em quem votaria sem ver a lista). Na reta final, a espontânea ganha importância, pois indica o grau de consolidação do voto. Além disso, a pesquisa de intenção de voto para presidente não deve ser confundida com a de rejeição, que mede o percentual de eleitores que não votariam em um candidato de jeito nenhum. Ambos os indicadores são divulgados pelos institutos e ajudam a compor o cenário.

O eleitor deve ainda considerar que as pesquisas são fotografias de um momento e não previsões. A margem de erro, geralmente de dois a três pontos percentuais, significa que um candidato com 30% pode ter, na realidade, entre 27% e 33%. Por isso, empates técnicos são comuns e exigem cautela na análise. O TSE mantém em seu site uma página com todos os registros de pesquisa, permitindo que qualquer cidadão verifique a autenticidade dos dados divulgados pela imprensa.

**Fontes**

As informações sobre o cronograma de pesquisas foram obtidas junto aos sites oficiais dos institutos Datafolha, Quaest, Ipec, AtlasIntel e Paraná Pesquisas, bem como no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza o sistema de registro de pesquisas eleitorais. Dados complementares sobre a legislação eleitoral foram extraídos da Resolução nº 23.600/2019 do TSE. A análise de tendências e o contexto da campanha baseiam-se em reportagens veiculadas pelos portais G1, UOL e Folha de S.Paulo, todos com credibilidade jornalística reconhecida.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.