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Cultura

Coluna de Vinicius Torres Freire aponta imponderáveis e 'baixezas' como fatores decisivos na eleição acirrada

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-01

Em análise publicada no FORTIS NEWS, o jornalista Vinicius Torres Freire discute como omissões, azares e comportamentos rebaixados podem definir o resultado do pleito brasileiro.

**Lead**

A mais recente coluna de Vinicius Torres Freire, divulgada no portal FORTIS NEWS, traz uma reflexão densa sobre os elementos que podem inclinar a balança em uma eleição presidencial acirrada no Brasil. O título — “O imponderável, as omissões, as baixezas e os azares que podem definir a eleição acirrada para Brasil” — sintetiza quatro dimensões frequentemente ignoradas nas análises políticas convencionais: o que não se pode prever, o que se escolhe não dizer, o nível do debate público e o papel do acaso.

**Contexto**

Vinicius Torres Freire é um dos mais respeitados jornalistas econômicos e políticos do país, com décadas de cobertura das instituições brasileiras. Sua coluna, usualmente publicada na Folha de S.Paulo, ganhou nesta semana espaço no FORTIS NEWS como parte de uma parceria editorial que amplia o alcance de análises aprofundadas sobre a realidade nacional. O texto se insere em um momento de alta tensão eleitoral, em que pesquisas de intenção de voto mostram empate técnico entre os principais candidatos, embora os números exatos não tenham sido divulgados na coluna.

O autor parte do princípio de que toda eleição majoritária em uma democracia madura carrega um componente de incerteza. Mas, no Brasil, essa incerteza é amplificada por uma combinação de fatores estruturais — como a polarização política, a desconfiança nas instituições e a fragmentação do eleitorado — e conjunturais, como eventos imprevistos que podem surgir a qualquer momento. A coluna não se limita a enumerar riscos; ela propõe uma leitura cultural do fenômeno político, conectando o comportamento dos atores às expectativas e valores do eleitor.

**Análise**

A primeira categoria explorada por Torres Freire é o “imponderável”. Ele argumenta que, em uma disputa tão equilibrada, uma crise sanitária, um desastre natural ou uma revelação bombástica na reta final podem mudar o curso da eleição em questão de dias. Esse fator escapa ao controle das campanhas e, muitas vezes, ao próprio radar dos analistas. O jornalista sugere que a imprevisibilidade não deve ser tratada como exceção, mas como uma variável permanente na equação eleitoral brasileira.

Em seguida, o texto aborda as “omissões”. Torres Freire aponta que o silêncio estratégico de candidatos sobre temas espinhosos — como reforma tributária, política externa e segurança pública — pode ser tão influente quanto discursos inflamados. O eleitor, porém, interpreta o vazio de propostas como despreparo ou medo, e essa leitura pode pesar nas urnas. A coluna sugere que, em uma eleição acirrada, cada posição não declarada vira um terreno fértil para especulações e ataques adversários.

As “baixezas” constituem o terceiro pilar. Torres Freire observa que o nível do debate público no Brasil atingiu um patamar preocupante, com trocas de acusações pessoais, disseminação de notícias falsas e apelos emocionais que substituem a discussão de ideias. Esse comportamento, segundo o colunista, não é apenas um sintoma da polarização; ele também a alimenta, criando um ciclo de desgaste que afasta eleitores moderados e radicaliza o núcleo duro de cada campo. A cultura política, nesse sentido, torna-se um campo de batalha onde a ética é a primeira vítima.

Por fim, os “azares” — a sorte. Torres Freire lembra que, em pleitos históricos, decisões judiciais de última hora, problemas logísticos em seções eleitorais ou até um ato falho de um candidato em um debate ganharam contornos decisivos. O acaso, embora não possa ser controlado, pode ser mitigado por campanhas bem preparadas e por uma estrutura partidária sólida. A omissão na preparação para contingências, portanto, é um erro que se paga caro.

**Análise Final**

A coluna de Vinicius Torres Freire não oferece respostas fáceis, mas cumpre um papel essencial em um período de alta volatilidade: lembrar que a política não é uma ciência exata. Ao enfatizar a imponderabilidade, as omissões, as baixezas e os azares, o jornalista desmonta a ilusão de que as pesquisas e os discursos programáticos são suficientes para prever o resultado final. Ele convida o leitor a olhar para a eleição como um fenômeno cultural complexo, onde o imprevisto é a única certeza.

Para o eleitor atento, a leitura é um alerta: a disputa não se decide apenas nos debates televisionados ou nas redes sociais, mas também no que não é dito, no que é dito de forma indigna e nas circunstâncias que ninguém domina. Essa perspectiva amplia o entendimento do processo democrático e reforça a importância de uma cidadania crítica, capaz de filtrar ruídos e focar no essencial.

**Fontes**

A informação principal desta notícia é baseada na coluna de Vinicius Torres Freire, intitulada “O imponderável, as omissões, as baixezas e os azares que podem definir a eleição acirrada para Brasil”, publicada originalmente na Folha de S.Paulo e republicada no FORTIS NEWS. Dados contextuais sobre o cenário eleitoral brasileiro foram obtidos de fontes públicas de conhecimento geral, incluindo cobertura jornalística das agências de notícias nacionais.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.