FORTIS
← FORTIS
Ciencia

Cientistas políticos e economistas revelam critérios para votar em deputado estadual em 2026

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-27

Com a proximidade das eleições, especialistas em ciência política e economia indicam como identificar candidatos alinhados ao liberalismo e ao estado mínimo. O voto consciente exige mais que promessas.

A eleição para deputado estadual é frequentemente negligenciada pelo eleitor médio, mas é exatamente nesse cargo que se definem políticas que afetam diretamente o dia a dia do cidadão: incentivos fiscais, regulação do comércio, segurança pública e educação. Para o eleitor liberal-conservador, a escolha deve ir além da simpatia pessoal e mergulhar em dados objetivos.

Profissionais de diferentes áreas têm se debruçado sobre a tarefa de separar o joio do trigo. Cientistas políticos como Bruno Garschagen e economistas do Instituto Liberal de São Paulo destacam critérios objetivos que ajudam a prever o comportamento de um parlamentar. Segundo eles, o primeiro passo é analisar o histórico de votações – não apenas durante a campanha, mas em mandatos anteriores, se houver.

A análise FORTIS se apoia em três pilares: compromisso com a liberdade econômica, defesa da propriedade privada e restrição ao crescimento do Estado. Utilizando metodologias quantitativas, como a aplicação do Índice de Liberdade Econômica Estadual, é possível cruzar dados de gasto público, carga tributária e reformas estruturais. Especialistas sugerem que o eleitor busque sites como o Ranking dos Políticos ou o Observatório do Legislativo, que compilam votos em projetos-chave.

Entre os indicadores mais citados estão: a posição do candidato em relação à redução de impostos estaduais (como ICMS e IPVA), a defesa da reforma administrativa que diminua o funcionalismo público ineficiente, e o apoio à privatização de empresas estatais deficitárias. Um estudo do Instituto Millenium, por exemplo, mostrou que deputados estaduais com menor índice de intervenção na economia tendem a gerar mais empregos formais em seus estados.

No campo da ciência política, a chamada “teoria do voto retrospectivo” sugere que o eleitor deve punir candidatos que apoiaram aumentos de gastos durante seus mandatos, independentemente do partido. Já a economia comportamental indica que a aversão à perda faz com que muitos eleitores prefiram benefícios imediatos, como cestas básicas ou promessas de obras, em detrimento de reformas estruturais de longo prazo. Os profissionais consultados alertam: isso é um erro.

A análise FORTIS recomenda ainda verificar as fontes de financiamento de campanha. Candidatos financiados por sindicatos ou grandes empreiteiras tendem a defender a manutenção de privilégios e monopólios estatais. Em contrapartida, aqueles apoiados por associações de pequenos empresários e startups costumam ser mais alinhados ao livre mercado.

Outro ponto crucial é a educação. Deputados estaduais têm poder sobre a aplicação de recursos na rede pública. Defensores do homeschooling e do voucher educacional, como a economista Paula Carvalho, indicam que candidatos que defendem a liberdade de escolha dos pais sobre a educação dos filhos são mais coerentes com o liberalismo.

Por fim, a segurança pública é um termômetro. Propostas de desmilitarização das polícias ou de aumento indiscriminado de penas sem foco na eficiência do sistema prisional devem ser vistas com ceticismo. A abordagem liberal-conservadora privilegia a redução da criminalidade via estímulo econômico e punição efetiva, não a multiplicação de leis sem execução.

FAÇA SUA ESCOLHA COM DADOS, NÃO COM EMOÇÃO. O voto em um deputado estadual pode determinar o rumo de políticas que impactam gerações. Profissionais de ciência e economia oferecem as ferramentas – cabe ao eleitor usá-las.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.