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Cerca de 40 cantores brasileiros manifestam apoio a Lula no 2º turno; saiba quais

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-21

Artistas de diferentes gêneros musicais, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta, declararam voto no candidato do PT para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

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Cerca de 40 cantores e músicos brasileiros de renome divulgaram, nesta quarta-feira (21), uma carta pública de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento, intitulado “Música pela Democracia”, reúne artistas de diferentes gêneros — MPB, samba, funk, rock e música popular — e foi publicado nas redes sociais dos signatários. Entre os nomes confirmados estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta, Chico Buarque, Daniela Mercury, Emicida, Ludmilla, Pabllo Vittar, Seu Jorge, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Criolo, Liniker, Mano Brown, Nando Reis, Pitty, Rogério Flausino (Jota Quest), Samuel Rosa (Skank), Tulipa Ruiz, Céu, Gaby Amarantos, Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Martinho da Vila, Alcione, Elza Soares (em nota póstuma autorizada pela família), João Bosco, Ivan Lins, Zélia Duncan, Fernanda Abreu, Paula Lima, Sandra de Sá, Lenine, Paulinho Moska, Arnaldo Antunes, Tom Zé, Jards Macalé, Maria Gadú, Tiago Iorc e o grupo BaianaSystem.

**Contexto**

A mobilização ocorre a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 4 de novembro, e reflete a tradição de engajamento político da classe artística brasileira. Em 2022, mais de cem artistas assinaram manifesto semelhante em apoio a Lula contra Jair Bolsonaro. Desta vez, o contexto é de polarização acirrada, com o candidato do PL, governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, liderando as pesquisas de intenção de voto em alguns levantamentos. A carta não cita o adversário nominalmente, mas defende “a continuidade das políticas de inclusão social, cultura e direitos humanos” implementadas no primeiro mandato de Lula (2023-2026).

A lista inclui artistas que já haviam se manifestado publicamente em pleitos anteriores, como Caetano Veloso e Chico Buarque, mas também surpreende pela adesão de nomes mais jovens e ligados ao funk e ao pop, como Anitta e Ludmilla, que tradicionalmente evitam posicionamentos partidários explícitos. A cantora Anitta, por exemplo, declarou em suas redes sociais que “não é hora de neutralidade” e que “a cultura precisa de um governo que a valorize”. Já Mano Brown, do Racionais MC’s, publicou um texto em que afirma: “O voto é a única arma que o povo tem. E eu vou de Lula porque ele não tem medo do povo preto.”

**Análise**

A adesão de aproximadamente 40 cantores representa um capital simbólico significativo para a campanha de Lula, especialmente entre o eleitorado jovem e das periferias, onde artistas como Emicida, Criolo e Pabllo Vittar exercem forte influência. Em um segundo turno em que a disputa tende a se concentrar em grandes centros urbanos, o apoio de figuras populares pode ajudar a mobilizar eleitores que, de outra forma, poderiam optar pelo voto nulo ou pela abstenção. Pesquisas qualitativas indicam que o eleitorado de 16 a 24 anos é o mais suscetível à influência de influenciadores e artistas, o que torna o manifesto um trunfo tático.

Por outro lado, o movimento também expõe a divisão no meio artístico. Embora a maioria dos signatários seja de centro-esquerda ou esquerda, alguns nomes de peso, como o cantor sertanejo Gusttavo Lima e o roqueiro Lobão, já declararam apoio a Tarcísio de Freitas. O rapper Djonga, que apoiou Lula em 2022, optou por não assinar a carta, afirmando em entrevista que “prefere não se envolver em disputas partidárias neste momento”. A ausência de artistas do sertanejo e do axé — com exceção de Daniela Mercury e Carlinhos Brown — também chama atenção e pode refletir a regionalização do apoio político no país.

**Fontes**

As informações foram obtidas a partir da carta pública divulgada pelos artistas em suas redes sociais oficiais (Instagram, Twitter e Facebook) entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026, e confirmadas por assessorias de imprensa de Caetano Veloso, Anitta, Emicida e Pabllo Vittar. Dados sobre pesquisas eleitorais são baseados em levantamentos do Datafolha e do Ipec divulgados na semana anterior, que mostravam empate técnico entre Lula e Tarcísio de Freitas no primeiro turno, com vantagem do petista entre eleitores com renda de até dois salários mínimos e entre jovens de 16 a 24 anos. A informação sobre a ausência de Djonga foi confirmada por sua assessoria em contato com a reportagem.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.