**Lead**
A campanha do candidato Flávio entrou com uma ação na Justiça Eleitoral nesta segunda-feira, 12 de outubro, após a propaganda eleitoral gratuita veiculada em cadeia nacional de rádio e televisão ter ido ao ar sem áudio. O episódio, que ocorreu durante a faixa destinada ao horário político, afetou a transmissão para todo o Brasil, e a equipe jurídica alega que a falha prejudicou a divulgação das propostas, em especial entre o público que acompanhava a programação esportiva do horário.
**Contexto**
A propaganda eleitoral é um dos principais instrumentos de comunicação entre candidatos e eleitores, especialmente em períodos de campanha. No Brasil, a legislação eleitoral determina que as emissoras de rádio e televisão reservem espaço gratuito para a divulgação das propostas dos postulantes a cargos públicos. O inserção sem áudio, portanto, representa uma violação do direito de igualdade de condições entre os concorrentes, além de comprometer o acesso à informação por parte dos cidadãos.
No caso específico, a propaganda de Flávio deveria ter sido exibida com som normal, mas, segundo relatos da própria campanha, o material foi ao ar apenas com imagens e sem qualquer áudio. A falha técnica ocorreu em um horário de grande audiência, quando muitas emissoras transmitiam jogos de futebol e outras competições esportivas. A assessoria de imprensa do candidato afirmou que, de imediato, foram tomadas medidas para registrar o ocorrido e buscar reparação judicial.
A ação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pede a exibição compensatória da propaganda em horário semelhante, além de uma investigação sobre as causas do problema. A campanha argumenta que a falha não foi isolada e que pode ter beneficiado outros candidatos que tiveram suas peças veiculadas corretamente. Até o momento, as emissoras envolvidas não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
**Análise**
A situação levanta questões importantes sobre a confiabilidade do sistema de transmissão eleitoral e o impacto de falhas técnicas na democracia. Em um ambiente onde a televisão ainda exerce forte influência sobre o eleitorado, principalmente entre os segmentos que consomem esportes, a ausência de áudio pode significar a perda de uma oportunidade crucial de convencimento. Estima-se que milhões de brasileiros assistem a transmissões esportivas e, ao se deparar com uma propaganda muda, podem simplesmente ignorá-la ou mudar de canal.
O fato de a falta ter ocorrido justamente em um contexto esportivo – já que muitas emissoras interrompem jogos para exibir o horário político – torna o caso ainda mais emblemático. O esporte, historicamente, é um espaço de grande apelo popular, e candidatos frequentemente buscam associar suas imagens a valores como garra, disciplina e trabalho em equipe. Quando a propaganda não cumpre seu papel, o candidato perde a chance de conectar essas narrativas com o público.
A ação judicial também expõe a fragilidade dos mecanismos de controle. A legislação prevê punições para emissoras que não cumprem as regras, mas o processo é lento e muitas vezes não resulta em uma reparação eficaz. Para Flávio, o prejuízo pode ser ainda maior se a falha aconteceu em um momento estratégico da campanha, quando a reta final se aproxima e cada segundo de exposição é valioso.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de nota oficial divulgada pela assessoria da campanha do candidato Flávio, bem como de consulta ao sit eletrônco do Tribunal Superior Eletoral, que disponibiliza dados sobre representações e ações em andamento. Também foram utilizados relatos veiculados em portais de notícias que cobriram o episódio em tempo real.
Por Renan Filho · 2026-10-12