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Política

Brasil chega à eleição sob degradação institucional sem precedentes, apontam especialistas

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-03

País enfrenta erosão de confiança nas instituições, com ataques ao STF e ao sistema eleitoral, enquanto se prepara para pleito de 2026; analistas veem risco de retrocesso democrático.

**Lead**

O Brasil se aproxima das eleições gerais de 2026 em um cenário de degradação institucional considerado sem precedentes por analistas e estudiosos da democracia. A combinação de ataques reiterados ao Supremo Tribunal Federal (STF), desconfiança no sistema eleitoral e fragilização de mecanismos de controle tem gerado alertas dentro e fora do país. Em meio a esse ambiente, a polarização política se intensifica, e a capacidade das instituições de garantir um pleito livre e legítimo é posta à prova.

**Contexto**

Nos últimos anos, o Brasil testemunhou uma escalada de tensões entre os Poderes. O STF, alvo constante de críticas e ameaças, tornou-se o epicentro de disputas políticas. Investigações sobre milícias digitais e tentativas de desestabilização do processo eleitoral revelaram a existência de redes organizadas que atuam para minar a credibilidade das urnas eletrônicas — sistema que, desde 1996, não registra fraudes comprovadas. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional aprovou leis que restringem a atuação de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União, reduzindo a transparência sobre gastos públicos.

A crise institucional não é fruto de um único evento, mas de um processo gradual de erosão. Desde 2018, discursos que questionam a legitimidade de decisões judiciais e a própria estrutura democrática ganharam espaço. Pesquisas de opinião mostram queda na confiança popular em instituições como o STF, o Congresso e a Presidência da República. Embora dados exatos não sejam divulgados, a tendência é consistente: a percepção de que as regras do jogo estão sendo constantemente desrespeitadas alimenta um ciclo de descrença.

**Análise**

A degradação institucional tem consequências diretas sobre a qualidade da democracia. Quando os cidadãos deixam de acreditar que as instituições são capazes de resolver conflitos de forma justa, o espaço para soluções autoritárias se amplia. O Brasil já viveu episódios de ruptura democrática no passado, e a história mostra que a fragilidade institucional pode abrir caminho para golpes e retrocessos. O fato de o país chegar a uma eleição com tamanha desconfiança é, por si só, um sinal de alerta.

Especialistas apontam que a polarização extrema dificulta a formação de consensos mínimos necessários para o funcionamento do sistema político. Sem acordos básicos sobre regras eleitorais e limites do poder, o risco de contestação dos resultados aumenta. A experiência internacional demonstra que democracias que permitem a erosão de suas instituições tendem a sofrer colapsos ou a se transformar em regimes híbridos, onde eleições existem, mas não são livres nem justas.

**Fontes**

As informações deste artigo baseiam-se em relatórios de organizações como a Freedom House, o V-Dem Institute e a Transparência Internacional, além de análises de acadêmicos brasileiros publicadas em periódicos como a Revista de Ciência Política e o Journal of Democracy. Foram consultados também documentos do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre segurança do processo eleitoral, bem como artigos de opinião de juristas e cientistas políticos veiculados na imprensa nacional. Nenhuma declaração direta foi atribuída a figuras públicas sem verificação independente.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.