**Lead**
Ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, na noite desta segunda-feira (10). O episódio foi reivindicado pelos houthis, grupo rebelde do Iêmen que há anos enfrenta a coalizão liderada pela Arábia Saudita. De acordo com fontes oficiais sauditas, drones e mísseis balísticos atingiram áreas próximas ao terminal de passageiros, causando pânico e interrompendo voos por várias horas.
**Contexto**
Os houthis, que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital Saná, têm intensificado ataques contra alvos na Arábia Saudita desde o início da guerra civil iemenita, em 2014. O grupo é apoiado pelo Irã e classificado como organização terrorista por Riade e seus aliados. O aeroporto de Riade já foi alvo de tentativas de ataque anteriores, mas este é considerado um dos mais graves em termos de vítimas civis.
A ofensiva ocorre em meio ao fracasso das negociações de paz mediadas pela ONU e ao aumento da pressão militar da coalizão saudita sobre os houthis. Nos últimos meses, bombardeios aéreos atingiram infraestrutura civil no Iêmen, gerando críticas internacionais. O ataque ao aeroporto é visto como uma retaliação direta dessas operações.
**Análise**
O ataque ao principal aeroporto da capital saudita representa uma escalada significativa no conflito. Além do impacto humanitário imediato, ele expõe vulnerabilidades na defesa aérea do reino, que já havia interceptado dezenas de drones e mísseis houthis em anos anteriores. Desta vez, parte do arsenal conseguiu transpor as barreiras, indicando possível aperfeiçoamento técnico dos rebeldes com apoio externo.
Do ponto de vista geopolítico, o incidente pode levar Riade a endurecer ainda mais sua postura em relação ao Irã, principal patrocinador dos houthis. Também coloca em xeque os esforços de desescalada patrocinados pela China em 2023, que resultaram no reatamento de relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irã. Se a violência continuar, todo o equilíbrio regional pode ser afetado, com consequências para o mercado de petróleo e a segurança de rotas marítimas no Golfo.
**Fontes**
As informações foram apuradas junto a agências de notícias como Reuters e Associated Press, com base em comunicados oficiais do Ministério do Interior saudita e do porta-voz militar houthi, Yahya Saree. Dados de vítimas foram fornecidos pela Defesa Civil de Riade. O FORTIS NEWS não teve acesso independente ao local dos fatos.
Por Renan Filho · 2026-10-11