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Ataque a aeroporto em Riade atribuído aos houthis deixa ao menos 12 mortos; Brasil condena e pede moderação

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-10

Explosões atingiram o Aeroporto Internacional King Khalid, na capital saudita, na madrugada desta sexta-feira. O governo brasileiro manifestou solidariedade às vítimas e cobrou investigação internacional.

**Lead**

Um ataque com drones e mísseis contra o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, deixou ao menos 12 mortos e dezenas de feridos na madrugada desta sexta-feira, 10 de outubro de 2026. O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, emitiu nota de pesar e condenou veementemente o ataque, atribuído pelo governo saudita ao movimento houthi do Iêmen. A chancelaria brasileira também pediu que todas as partes envolvidas no conflito iemenita evitem a escalada e respeitem o direito internacional humanitário.

**Contexto**

Os houthis, grupo rebelde que controla grande parte do Iêmen desde 2014, têm intensificado ataques contra alvos na Arábia Saudita nos últimos meses. O aeroporto de Riade, um dos mais movimentados do Oriente Médio, já havia sido alvo de tentativas de ataque anteriores, mas nenhuma com tamanha letalidade. Segundo informações de agências internacionais, os sistemas de defesa aérea sauditas interceptaram parte dos projéteis, mas ao menos três drones conseguiram atingir áreas próximas ao terminal de passageiros e ao pátio de aeronaves civis. As autoridades sauditas confirmaram que entre os mortos estão cidadãos sauditas, além de trabalhadores estrangeiros de diferentes nacionalidades.

O ataque ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária no Iêmen, onde uma coalizão liderada pela Arábia Saudita intervém desde 2015 contra os houthis, que são apoiados pelo Irã. As negociações de paz mediadas pela ONU estão paralisadas há mais de um ano, e a violência tem se espalhado para além das fronteiras iemenitas. O governo brasileiro, que historicamente defende soluções diplomáticas para conflitos, tem acompanhado a situação com preocupação, especialmente devido aos laços comerciais e à presença de cerca de 5 mil brasileiros vivendo na Arábia Saudita.

**Análise**

O ataque ao aeroporto de Riade representa um salto qualitativo na capacidade ofensiva dos houthis e um desafio direto à segurança do reino saudita. Para o Brasil, o episódio levanta questões sobre a segurança de seus cidadãos no exterior e sobre a posição do país em um cenário geopolítico cada vez mais polarizado. O governo brasileiro, sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem buscado manter uma política externa independente, mas a escalada no Oriente Médio pode pressionar Brasília a tomar posições mais claras em foros multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, o ataque pode ter repercussões econômicas. A Arábia Saudita é um dos principais fornecedores de petróleo para o Brasil, e qualquer instabilidade na região tende a elevar os preços dos combustíveis no mercado interno. O Itamaraty já sinalizou que deve convocar uma reunião de emergência com embaixadores de países árabes e do Irã para discutir a desescalada. A comunidade internacional, por sua vez, aguarda uma resposta militar saudita, que pode envolver novos bombardeios no Iêmen, agravando ainda mais a crise humanitária.

**Fontes**

As informações foram obtidas por meio de comunicados oficiais do governo da Arábia Saudita, da agência de notícias estatal SPA, de relatos da agência Reuters e da Associated Press, além de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Dados sobre o número de vítimas foram confirmados por fontes hospitalares locais citadas pela imprensa internacional.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.