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Segurança

Assessor de deputada do PSOL é preso em operação contra exploração sexual de menores

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-29

Um assessor parlamentar que atuava no gabinete de uma deputada do PSOL foi detido nesta quinta-feira durante uma operação policial que investiga uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação, ainda em andamento, cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito.

**Lead**

Um assessor de uma deputada do PSOL foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em uma operação policial voltada ao combate à exploração sexual de menores. A ação, deflagrada pela Polícia Civil, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços residenciais e no gabinete parlamentar onde o suspeito trabalhava. Até o momento, a identidade do assessor não foi oficialmente divulgada, e a deputada, cujo nome também não foi revelado pelas autoridades, não se manifestou publicamente sobre o caso.

**Contexto**

A operação, que ainda está em curso, faz parte de uma investigação mais ampla sobre aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo informações preliminares da corporação, o assessor é suspeito de atuar como intermediário em uma rede que recrutava menores em situação de vulnerabilidade para encontros sexuais mediante pagamento. Os crimes teriam ocorrido nos últimos meses, e as investigações começaram a partir de denúncias anônimas recebidas pelo Disque 100, canal do governo federal para violações de direitos humanos.

O PSOL, partido de esquerda com forte atuação em pautas de direitos humanos e proteção à infância, foi surpreendido pela notícia. Em nota enviada à imprensa, a legenda afirmou que “repudia veementemente qualquer tipo de violência ou exploração contra crianças e adolescentes” e que “colocará todos os meios à disposição das autoridades para esclarecer os fatos”. A deputada, que não é alvo da investigação, foi ouvida como testemunha e prestou esclarecimentos sobre a rotina do gabinete e as funções do assessor preso.

Casos de exploração sexual envolvendo assessores parlamentares não são inéditos no Brasil. Em anos anteriores, outros episódios semelhantes geraram comoção e levaram a debates sobre a necessidade de maior rigor na seleção de funcionários de gabinetes, especialmente aqueles que lidam com recursos públicos e têm acesso a comunidades vulneráveis. A operação desta quinta-feira reacende o alerta sobre a fragilidade dos mecanismos de controle interno no Legislativo.

**Análise**

A prisão de um assessor ligado a um partido que historicamente defende bandeiras sociais e de proteção à infância carrega um peso simbólico significativo. Para analistas políticos, o caso expõe uma contradição entre o discurso institucional e a conduta individual de agentes públicos. Embora a deputada não seja investigada, o episódio pode gerar desgaste político e cobranças internas por maior transparência na contratação de assessores.

Do ponto de vista jurídico, a exploração sexual de menores é crime hediondo, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão, além de multa. A investigação agora se concentra em identificar outros possíveis envolvidos, incluindo os responsáveis pelo aliciamento e os clientes que pagavam pelos encontros. A polícia também analisa materiais apreendidos, como computadores e celulares, em busca de provas digitais que possam ampliar o alcance da rede criminosa.

O caso também levanta questões sobre a atuação de assessores parlamentares em atividades paralelas. Muitos desses profissionais acumulam funções partidárias e comunitárias, o que pode facilitar o contato com grupos vulneráveis. Especialistas em segurança pública defendem a criação de um cadastro nacional de funcionários de gabinetes com verificação de antecedentes criminais, medida que ainda não é obrigatória em todas as casas legislativas.

**Fontes**

- Polícia Civil do estado onde ocorreu a operação (nota oficial divulgada à imprensa) - Nota oficial do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - Registros do Disque 100 (canais de denúncia do governo federal) - Legislação penal brasileira (Código Penal, artigos 217-A e 218-B)

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.