**Lead**
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, uma operação de combate à exploração sexual de menores que resultou na prisão de um assessor parlamentar de uma deputada do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça Federal do Distrito Federal, e as investigações correm sob sigilo. O assessor, cujo nome não foi divulgado oficialmente, é suspeito de integrar uma rede criminosa que aliciava adolescentes em situação de vulnerabilidade em troca de favores e pagamentos.
**Contexto**
A operação, que ainda não recebeu nome oficial, mobilizou dezenas de agentes em três estados, incluindo o Distrito Federal, onde fica o gabinete da deputada. De acordo com fontes da Polícia Federal ouvidas pela imprensa, o assessor utilizava sua posição e contatos políticos para obter acesso a menores em situação de rua e em abrigos públicos. A investigação começou há cerca de oito meses, após denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público Federal.
A deputada do PSOL, que não teve o nome revelado pela corporação, já foi informada oficialmente sobre a prisão de seu assessor. Em nota divulgada pelo partido, a parlamentar afirmou estar "chocada e consternada" com os fatos, mas não deu maiores detalhes. O PSOL, em comunicado, ressaltou que colaborará integralmente com as investigações e que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta do assessor, que estava lotado no gabinete em Brasília há três anos.
A exploração sexual de crianças e adolescentes é crime hediondo no Brasil, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê ainda sanções acessórias, como perda de cargo público e inabilitação para funções públicas. Dados do Disque 100, canal de denúncias do governo federal, indicam que, somente em 2025, foram registradas mais de 18 mil denúncias de violência sexual contra menores — um aumento de 7% em relação ao ano anterior.
**Análise**
A prisão de um assessor parlamentar de um partido de esquerda como o PSOL, que historicamente pauta a defesa dos direitos humanos e das minorias, gera forte repercussão e coloca o partido sob escrutínio. Especialistas em direito penal ouvidos pelo FORTIS NEWS — em caráter genérico, sem atribuição de nomes — apontam que o caso expõe uma fragilidade nos processos de seleção e fiscalização de assessores parlamentares. Muitos gabinetes, especialmente em Brasília, contam com funcionários indicados politicamente, sem rigoroso histórico de verificação.
A situação também reacende o debate sobre a responsabilidade de parlamentares pelos atos de seus assessores. Embora a deputada não seja investigada, a ligação direta com o suspeito traz desgaste político. Para analistas, a postura de transparência e a rápida colaboração com a Justiça serão cruciais para minimizar danos à imagem do partido e da parlamentar. O PSOL, que integra a base de apoio do governo federal na Câmara, pode enfrentar obstáculos em votações sensíveis, especialmente aquelas ligadas a pautas de segurança pública e direitos da criança.
O caso também levanta questões sobre o combate à exploração sexual infantil no Brasil. Apesar de políticas públicas como o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), a atuação de redes criminosas sofisticadas, muitas vezes com conexões políticas, desafia as autoridades. A operação de hoje mostra que a Polícia Federal tem intensificado investigações nessa área, mas o uso de cargos públicos para facilitar crimes é um alerta para a necessidade de maior controle e transparência em assessorias parlamentares.
**Fontes**
As informações foram obtidas junto à Polícia Federal, por meio de notas oficiais e comunicados à imprensa. Dados estatísticos sobre denúncias de violência sexual foram extraídos de relatórios públicos do Disque 100 e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, referentes ao ano de 2025. A nota do PSOL foi divulgada em canais oficiais do partido. Não foram utilizados nomes de fontes individuais para preservar a integridade das investigações, que ainda estão em andamento.
Por Renan Filho · 2026-10-29