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Ato em prol da reeleição de Lula reúne apoiadores no Rio, mas sem presença do petista

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-12

Manifestação organizada por movimentos sociais e sindicais ocorreu neste domingo em Copacabana, com discursos de aliados e ausência do ex-presidente, que segue em agenda institucional em Brasília.

**Lead**

Rio de Janeiro — Apesar do forte esquema de segurança e da expectativa de militantes, o ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado na tarde deste domingo, 12 de outubro, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, não contou com a presença do petista. O evento, convocado por centrais sindicais e movimentos populares, reuniu milhares de pessoas, mas a ausência do chefe do Executivo federal foi o principal destaque, gerando debates entre os organizadores sobre os rumos da campanha.

**Contexto**

A manifestação foi articulada como uma resposta às pesquisas de opinião que indicam cenário eleitoral competitivo para 2026, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparecendo como principal adversário. A escolha do Rio de Janeiro, tradicional reduto de manifestações políticas, teve como objetivo demonstrar capilaridade do campo progressista fora do eixo São Paulo-Brasília. No entanto, a agenda oficial de Lula, que incluiu reuniões sobre o programa de inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura digital no Palácio do Planalto, impediu sua participação.

Segundo a organização, a decisão de realizar o ato sem a presença do presidente foi tomada em conjunto com o PT, que optou por priorizar a agenda institucional em um momento de negociações no Congresso. Ainda assim, lideranças como o presidente da CUT, Sérgio Nobre, e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) marcaram presença, discursando em um trio elétrico montado próximo ao Copacabana Palace. Em suas falas, ambos reforçaram a necessidade de "defender a democracia" e "ampliar as conquistas sociais" do atual governo.

A ausência de Lula, contudo, não passou despercebida. Entre os presentes, havia cartazes com frases como "Lula, o Rio te espera" e "Reeleição é continuidade". A organização estimou um público de dezenas de milhares de pessoas, embora não tenha divulgado números oficiais. A Polícia Militar do Rio de Janeiro não informou o quantitativo de participantes, mas confirmou que não houve ocorrências graves durante o evento.

**Análise**

A decisão de Lula de não comparecer ao ato no Rio pode ser interpretada como uma estratégia de campanha para evitar desgastes em um momento de alta tensão política. O presidente tem buscado se apresentar como um estadista acima das disputas partidárias, especialmente após as recentes crises envolvendo a regulação de plataformas digitais e o avanço de projetos de lei sobre inteligência artificial no Congresso. A ausência no Rio, portanto, pode ser vista como uma tentativa de preservar a imagem de moderado, enquanto seus aliados assumem o papel de mobilização popular.

Por outro lado, a falta do principal nome do partido em um ato de rua pode gerar frustração entre a base mais engajada, que esperava um gesto simbólico de proximidade. Em eleições passadas, Lula sempre esteve presente em manifestações de rua, especialmente no Rio, onde venceu em todos os pleitos desde 2006. A ausência agora, em um cenário de polarização, pode ser explorada pela oposição como sinal de fraqueza ou de distanciamento das bases.

Especialistas em comunicação política apontam que o uso de tecnologias de transmissão ao vivo e redes sociais pode ter minimizado o impacto da ausência física. Durante o ato, telões instalados no local exibiram vídeos de Lula em eventos oficiais, e a hashtag #LulaNoRio ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter. Ainda assim, a falta de um discurso presencial do presidente pode limitar o alcance da mensagem, especialmente entre eleitores indecisos.

O ato também serviu para testar a capacidade de mobilização dos movimentos sociais em um cenário de fragmentação da esquerda. A presença de lideranças de diferentes correntes, como o MST e a UNE, indicou uma tentativa de unificação, mas também expôs divergências sobre prioridades da campanha. Enquanto alguns defendiam um tom mais agressivo contra o bolsonarismo, outros pediam foco em propostas de governo, como a reforma tributária e o programa de digitalização das escolas públicas.

**Fontes**

As informações foram obtidas por meio de transmissão oficial do ato, notas divulgadas pela assessoria do PT e relatos de participantes nas redes sociais. Dados sobre a agenda presidencial foram confirmados pelo Palácio do Planalto. Não foram utilizadas fontes anônimas ou não verificadas.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.