**Lead**
Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveram, neste sábado, uma série de atos públicos em capitais brasileiras e em cidades no exterior como parte da campanha pela reeleição do petista. As manifestações ocorreram de forma simultânea em locais como a Avenida Paulista, em São Paulo; o Largo da Carioca, no Rio de Janeiro; a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte; e o Parque da Cidade, em Brasília. No exterior, eventos foram registrados em Lisboa, Buenos Aires, Nova York e Paris. Os organizadores estimam que dezenas de milhares de pessoas tenham participado, embora números oficiais ainda não tenham sido divulgados pelas autoridades.
**Contexto**
Os atos fazem parte de uma estratégia de mobilização popular que vem sendo articulada por movimentos sociais, centrais sindicais e coletivos culturais desde o anúncio da candidatura de Lula. A campanha tem buscado mesclar linguagens artísticas com discurso político, com apresentações de artistas regionais, feiras de economia solidária e espaços de diálogo sobre propostas de governo. Em São Paulo, o evento contou com trios elétricos e intervenções de grupos de teatro de rua. No Rio de Janeiro, a manifestação foi marcada por uma roda de samba e distribuição de materiais impressos com o programa de governo.
A escolha por realizar os atos em um sábado, véspera de feriado em alguns estados, visou ampliar a participação de trabalhadores e famílias. A Polícia Militar acompanhou todas as concentrações sem registrar confrontos. Em Brasília, a manifestação ocorreu em frente ao Congresso Nacional, com faixas pedindo a aprovação de pautas populares. Em Lisboa, brasileiros residentes na Europa se reuniram na Praça do Comércio, exibindo bandeiras do Brasil e cartazes com mensagens de apoio ao ex-presidente.
**Análise**
A realização de atos simultâneos em múltiplas cidades e países revela a capilaridade da campanha petista e a capacidade de articulação de suas bases. Mais do que um simples evento político, as manifestações assumiram um caráter cultural ao incorporar elementos da música, da dança e das artes visuais como forma de expressão política. Esse fenômeno não é novo na história brasileira — durante as Diretas Já e nas campanhas anteriores de Lula, a cultura popular sempre esteve presente como ferramenta de mobilização.
O uso de linguagens artísticas nos atos também reflete uma tentativa de atrair eleitores mais jovens e de segmentos que tradicionalmente se afastam do debate político partidário. A presença de artistas consagrados e de grupos periféricos nos palcos montados nas capitais indica uma estratégia de aproximação com diferentes públicos. Ao mesmo tempo, a realização de eventos no exterior demonstra a preocupação da campanha em manter o engajamento da diáspora brasileira, que tem peso eleitoral significativo em alguns países.
**Fontes**
As informações foram obtidas a partir de relatos de organizadores dos eventos, cobertura da imprensa local e registros em redes sociais oficiais da campanha. Dados sobre a participação são estimativas fornecidas pelos próprios organizadores e ainda não foram confirmados por órgãos oficiais de segurança pública.
Por Renan Filho · 2026-10-18