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Tecnologia

52 anos após a morte de Everaldo: como a tecnologia transformou a segurança dos jogadores

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-28

O falecimento do lateral Everaldo, primeiro tricampeão mundial a morrer, completa 52 anos. O acidente que o vitimou reacende o debate sobre como a tecnologia moderna pode prevenir tragédias no esporte.

**Lead**

Há exatos 52 anos, em 28 de outubro de 1974, o lateral esquerdo Everaldo, herói da conquista do tricampeonato mundial de futebol pelo Brasil em 1970, faleceu em um acidente de carro em Porto Alegre. Everaldo foi o primeiro dos campeões de 1970 a morrer, e sua morte precoce, aos 30 anos, chocou o país. O episódio, além de marcar a história do esporte, hoje serve como um lembrete de como a tecnologia pode ser aliada na proteção de atletas dentro e fora de campo.

**Contexto**

Everaldo Marques da Silva, natural de Porto Alegre, era o lateral esquerdo titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. Conhecido pela regularidade e pela solidez defensiva, ele integrou o elenco que conquistou o tricampeonato mundial de forma definitiva. Após o título, continuou sua carreira no Grêmio, clube onde se destacou. Na noite de 28 de outubro de 1974, Everaldo dirigia seu veículo quando colidiu frontalmente com um caminhão na Estrada das Areias, em Porto Alegre. O acidente foi fatal. Na época, os sistemas de segurança veicular eram básicos: cintos de segurança de dois pontos, ausência de airbags, carrocerias rígidas e pouca proteção contra impacto lateral. As estradas contavam com sinalização precária e iluminação deficiente, fatores que contribuíram para a alta incidência de mortes no trânsito.

Desde então, avanços tecnológicos mudaram radicalmente a segurança automotiva. Airbags frontais e laterais, freios ABS, controle de estabilidade, sistemas de frenagem autônoma de emergência e estruturas com zonas de deformação programada reduziram drasticamente as fatalidades. Além disso, tecnologias de conectividade, como rastreamento por GPS e sensores de colisão, permitem resposta imediata em caso de acidente. No futebol, a tecnologia também evoluiu: hoje, jogadores contam com dispositivos de monitoramento de sinais vitais durante treinos e jogos, capazes de alertar equipes médicas sobre eventos adversos. Carros de aplicativo e serviços de transporte corporativo com rastreamento em tempo real tornaram-se padrão para deslocamento de atletas.

**Análise**

A morte de Everaldo não foi um caso isolado. Décadas antes de a segurança veicular se tornar prioridade, muitos esportistas perderam a vida em acidentes de trânsito. A tragédia do lateral impulsionou, indiretamente, discussões sobre a necessidade de proteção para atletas que viajam constantemente. Embora não haja uma relação causal direta, o caso expôs a fragilidade de um sistema que não oferecia suporte adequado. Hoje, federações e clubes investem em frotas de veículos equipados com os mais modernos sistemas de assistência ao condutor, além de treinamentos sobre direção defensiva para jogadores. A tecnologia de telemetria, por exemplo, permite que a central de segurança de um clube acompanhe em tempo real a localização e a velocidade do veículo que transporta um atleta, podendo intervir se houver risco.

Outro aspecto é a evolução dos equipamentos de proteção individual. Capacetes com sensores de impacto em esportes como futebol americano já salvam vidas. No futebol, protetores bucais inteligentes que medem força de impacto começam a ser testados. Se Everaldo estivesse em um carro moderno, com airbags e estrutura que absorve energia, talvez o desfecho fosse diferente. Não é possível cravar, mas os dados de redução de mortalidade no trânsito desde os anos 1970 são robustos: em países desenvolvidos, acidentes que antes eram fatais hoje resultam em ferimentos leves graças à inovação tecnológica. O Brasil ainda enfrenta desafios, mas a frota de veículos zero-quilômetro já inclui itens de segurança obrigatórios que inexistiam há cinco décadas.

**Fontes**

A informação sobre a data e as circunstâncias da morte de Everaldo é de conhecimento público, registrada em acervos jornalísticos como o do jornal Zero Hora e da CBF. Dados gerais sobre a evolução da segurança veicular ao longo dos anos são baseados em relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de entidades como o Instituto de Pesquisas e Estudos em Segurança Viária (IPESVI). Não foram utilizados números específicos para evitar imprecisão.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.