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Política

2º turno: 130 mil eleitores de 22 estados votarão em local diferente, informa TSE

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-10-19

Mais de 130 mil brasileiros em 22 estados precisarão votar em seção eleitoral diferente da que votaram no primeiro turno. TSE recomenda verificação antecipada.

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Mais de 130 mil eleitores de 22 estados brasileiros terão que votar em um local diferente no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 26 de outubro. A informação foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alerta os cidadãos para verificar com antecedência o endereço de sua seção eleitoral. A mudança atinge cerca de 0,1% do eleitorado nacional, mas pode gerar confusão e abstenção se não for comunicada com clareza.

**Contexto**

A cada eleição, o TSE realiza ajustes na localização de algumas seções eleitorais por razões logísticas, de segurança ou por fechamento de prédios públicos. No segundo turno, com a redução do número de zonas eleitorais em funcionamento — já que apenas municípios com segundo turno ou votação suplementar permanecem abertos — é comum que seções sejam remanejadas para concentrar o eleitorado. Desta vez, segundo dados do TSE, os 130.042 eleitores impactados estão distribuídos por 22 estados, com maior concentração em regiões metropolitanas e cidades onde houve grande procura por transferência temporária de domicílio eleitoral.

Os estados com maior número de alterações são São Paulo, Minas Gerais e Bahia, que juntos concentram cerca de 60 mil eleitores remanejados. Em vários casos, a mudança ocorreu porque a escola ou local original foi desativado ou está em reforma. O TSE também informou que, em algumas localidades, a seção foi unificada com outra para otimizar a votação.

O segundo turno deste ano ocorre em 51 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores, além de cidades que tenham segundo turno para prefeito em caso de nenhum candidato ter alcançado mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. Nas eleições gerais, o segundo turno para presidente e governadores também está em curso. A logística eleitoral envolve mais de 400 mil urnas eletrônicas e cerca de 2 milhões de mesários.

Para evitar contratempos, o TSE disponibilizou canais de consulta pelo aplicativo e-Título e pelo site oficial, onde o eleitor pode inserir o número do título ou CPF e obter o endereço exato de votação. A recomendação é que todos os eleitores, mesmo os que não tiveram alteração, verifiquem seus locais antes de sair de casa.

**Análise**

A necessidade de remanejamento de seções eleitorais é uma prática comum em democracias ao redor do mundo, mas no Brasil ela adquire relevância especial devido ao tamanho do eleitorado e à complexidade logística. Com 130 mil pessoas precisando se deslocar para um local diferente, o risco de abstenção aumenta, especialmente entre eleitores mais idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou residentes de áreas rurais. Estudos do TSE indicam que a cada 1% de eleitores que mudam de seção sem aviso prévio, a abstenção pode subir até 0,3 ponto percentual.

Além disso, a comunicação oficial precisa ser clara e acessível. Muitos eleitores só descobrem a alteração no dia da votação, o que gera filas, atrasos e frustração. O TSE tem investido em campanhas de mídia, mas a capilaridade da informação ainda é um desafio em regiões com menor acesso à internet. Especialistas em direito eleitoral apontam que a transparência no remanejamento é fundamental para garantir a legitimidade do processo.

O impacto político também não pode ser ignorado. Em eleições apertadas, cada voto conta. A dispersão de eleitores para locais distantes pode beneficiar candidatos com maior força em bairros centrais ou com transporte público eficiente. Por outro lado, a concentração de seções pode reduzir custos e acelerar a apuração. O equilíbrio entre eficiência e acessibilidade é um desafio constante para a Justiça Eleitoral.

A situação deste ano reflete um movimento de modernização e adaptação após as eleições de 2022, quando houve grande número de pedidos de revisão de domicílio eleitoral. O TSE afirma que as mudanças são sempre comunicadas por carta e pelos meios digitais, mas a responsabilidade de conferir o local é do eleitor. A orientação é clara: não confie apenas na memória do primeiro turno.

**Fontes**

Os dados utilizados nesta reportagem foram fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio de seu portal de transparência e comunicados oficiais. Informações complementares foram obtidas junto a especialistas em logística eleitoral e matérias veiculadas por veículos como Agência Brasil e Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Nenhuma declaração direta foi atribuída a pessoas sem identificação verificada.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.