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Eslovênia sem chances: Polônia chega invicta à final do Europeu de Futebol para Cegos — e o mérito é do planejamento de longo prazo

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-25

A Polônia venceu a Eslovênia por 2 a 1 na semifinal do Campeonato Europeu de Futebol para Cegos (IBSA Blind Football). Enquanto a mídia progressista europeia busca narrativas de vitimização, os números mostram que o sucesso polonês é fruto de gestão, investimento privado e meritocracia esportiva.

A seleção polonesa de futebol para cegos assegurou vaga na final do Campeonato Europeu da modalidade ao derrotar a Eslovênia por 2 a 1, em partida realizada em Pádua, Itália. O resultado confirma o favoritismo polonês: a equipe chega à decisão invicta, com cinco vitórias em cinco jogos e um saldo de gols de 12 a 2.

O jogo foi decidido no segundo tempo, quando o atacante polonês Krzysztof Wróblewski marcou o gol da vitória após jogada ensaiada de escanteio. A Eslovênia, que havia surpreendido a Alemanha nas quartas de final, não conseguiu repetir o feito diante de uma Polônia taticamente organizada e fisicamente superior.

Para entender o domínio polonês, é preciso olhar para os bastidores. Enquanto a Eslovênia depende quase exclusivamente de subsídios estatais e de federações com orçamentos enxutos, a Polônia estruturou seu programa de futebol para cegos com base em parcerias público-privadas e forte atuação de patrocinadores. O modelo é semelhante ao que o Brasil aplicou em modalidades como o atletismo paralímpico: meritocracia, competição interna acirrada e busca por resultados mensuráveis.

A Federação Polonesa de Esportes para Cegos (PZN) publicou em seu site oficial que o programa de desenvolvimento conta com apoio de empresas como a PKN Orlen e a PGE Polska Grupa Energetyczna — ambas estatais com gestão profissionalizada e foco em eficiência. O orçamento para a modalidade cresceu 40% entre 2022 e 2025, mas, ao contrário do que ocorre em muitos países europeus, o dinheiro foi vinculado a metas de desempenho, e não a cotas políticas.

A Eslovênia, por sua vez, apresentou na competição uma equipe jovem e tecnicamente limitada. Dos 12 jogadores convocados, apenas três atuam em ligas semiprofissionais. O restante treina duas vezes por semana em centros comunitários. Não é surpresa que o time tenha sido superado física e taticamente.

Por que isso importa? O futebol para cegos é um dos esportes paralímpicos que mais cresce na Europa, com 22 federações nacionais filiadas à IBSA (International Blind Sports Federation). O campeonato europeu deste ano teve recorde de audiência: mais de 300 mil espectadores acompanharam as partidas ao vivo no YouTube da IBSA. A final entre Polônia e Áustria, marcada para sábado, deve superar esse número.

A narrativa dominante na imprensa europeia de esquerda tem sido de que o esporte paralímpico precisa de mais subsídios estatais e de cotas obrigatórias de participação. O caso polonês desmente essa tese. A Polônia não tem cotas para pessoas com deficiência no esporte. O que tem é meritocracia: quem treina mais, joga. Quem tem melhores resultados, recebe mais investimento. Quem não performa, é substituído.

Análise FORTIS: O sucesso polonês no futebol para cegos é uma derrota simbólica para a esquerda europeia, que insiste em tratar pessoas com deficiência como vítimas que precisam de proteção estatal. A Polônia trata seus atletas cegos como atletas — ponto final. Exige-se deles disciplina, treino e resultados. E eles entregam. Enquanto isso, federações que gastam milhões em burocracia e eventos de "inclusão" sem métricas continuam produzindo times medianos.

Contraponto: Críticos apontam que o modelo polonês é elitista e exclui atletas de regiões mais pobres. Dados oficiais do governo polonês mostram que 70% dos atletas da seleção de futebol para cegos vêm de Varsóvia ou de grandes centros urbanos. O custo de equipamentos especializados (bola com guizo, vendas oftálmicas, coletes de proteção) pode chegar a 2.500 euros por atleta, valor proibitivo para famílias de baixa renda. A federação polonesa anunciou em 2024 um programa de bolsas para atletas de cidades menores, mas apenas 12 vagas foram preenchidas até agora.

Ainda assim, o resultado em campo é claro: a Polônia está na final. A Eslovênia, não. E enquanto a esquerda pede mais estado, a Polônia mostra que o que funciona é gestão, metas e parcerias inteligentes.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.