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Internacional

Canadá se prepara para ataque dos EUA? Carney alerta a Polônia: 'Não podemos descartar ação militar americana'

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-25

O primeiro-ministro canadense Mark Carney afirmou, em visita oficial a Varsóvia, que o Canadá está se preparando para o pior cenário nas relações com os Estados Unidos, incluindo a possibilidade de um ataque militar. A declaração surpreendeu aliados e acendeu alertas geopolíticos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, fez uma declaração que ecoou pelos corredores da OTAN nesta quarta-feira. Em coletiva conjunta com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, Carney afirmou que o Canadá não pode mais descartar a hipótese de uma ação militar dos Estados Unidos contra seu território. As palavras foram diretas: 'Estamos nos preparando para todos os cenários, inclusive o mais grave. O Canadá não será pego desprevenido.'

A declaração ocorre em meio a uma escalada nas tensões comerciais e territoriais entre Washington e Ottawa. O presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar impor tarifas de 50% sobre produtos canadenses e reivindicou a soberania sobre o Ártico canadense, citando a 'Passagem Noroeste' como área de interesse estratégico dos EUA. Em resposta, o governo canadense anunciou um aumento emergencial de 20% nos gastos militares e a ativação de protocolos de defesa conjunta com o Reino Unido e a França.

Por que isso importa para a Polônia? Carney escolheu Varsóvia como palco do alerta por uma razão clara: a Polônia é um dos poucos países da OTAN que já enfrenta uma ameaça existencial — a da Rússia. Ao alertar os poloneses, Carney sinaliza que o mundo livre não pode mais confiar cegamente na liderança americana. Para um país que gasta mais de 4% do PIB em defesa e abriga tropas da OTAN, ouvir que um aliado histórico como os EUA pode se voltar contra outro parceiro é um choque.

Análise FORTIS: A retórica de Carney, embora alarmista, tem base factual. Desde 2024, o governo Trump adotou uma política externa baseada em coerção econômica e revisionismo territorial. O Canadá, que depende dos EUA para 75% de suas exportações, sempre apostou na boa vizinhança. Mas dados do Departamento de Defesa americano mostram que os EUA realizaram exercícios militares no Ártico sem notificar Ottawa, o que viola acordos bilaterais. O livre mercado, que deveria unir as duas economias, está sendo usado como arma. Tarifas unilaterais e ameaças de anexação violam os princípios de soberania e propriedade privada que o FORTIS defende.

Contraponto: Críticos apontam que Carney exagera para justificar um aumento de gastos públicos impopular. O Canadá tem o segundo menor orçamento de defesa da OTAN, com apenas 1,4% do PIB, muito abaixo da meta de 2%. Ao pintar os EUA como vilão, Carney desvia a atenção da própria negligência do Canadá com sua segurança. Além disso, fontes do Pentágono, em condição de anonimato, afirmaram à Reuters que 'não há planos de ataque ao Canadá'. A declaração de Carney seria mais uma tentativa de pressionar Trump em negociações comerciais do que um alerta real de guerra. O FORTIS pondera: o estado canadense gastou mal durante décadas, tributou pesadamente e entregou defesa insuficiente. Agora colhe o que plantou. Mas isso não justifica a agressividade americana. A verdade factual é que Trump já sugeriu publicamente anexar o Canadá como '51º estado'. Uma piada? O premier canadense levou a sério.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.