O futebol é uma das poucas arenas onde o mérito individual ainda é soberano. Em um mundo cada vez mais dominado por discursos coletivistas e regulamentações estatais, os artilheiros da Europa desde 2020 provam que a liberdade de mercado — aqui entendida como liberdade de talento, treinamento e competitividade — é o que gera riqueza e espetáculo. Os dados divulgados por fontes oficiais como Transfermarkt e UEFA, compilados até a temporada 2024/25, mostram uma lista de atacantes que não precisaram de cotas, subsídios ou intervenção governamental para brilhar.
O topo da lista é dominado por Robert Lewandowski, que, após deixar o Bayern de Munique rumo ao Barcelona, manteve a média de gols impressionante. O polonês é seguido por Kylian Mbappé, do Real Madrid, e Erling Haaland, do Manchester City. Os três representam a síntese do capitalismo esportivo: clubes investem, jogadores se aperfeiçoam, e o resultado é produtividade. Não há atalho para o topo. Cada gol é fruto de esforço individual e gestão eficiente dos clubes — algo que o Estado brasileiro, por exemplo, insiste em boicotar com leis trabalhistas arcaicas e impostos confiscatórios.
Completam a lista nomes como Harry Kane (Bayern), Mohamed Salah (Liverpool), Kylian Mbappé, além de Cristiano Ronaldo (Al-Nassr, mas com gols na Premier League até 2021/22), Karim Benzema (Al-Ittihad, com gols na La Liga até 2022/23), Ciro Immobile (Lazio) e Lautaro Martínez (Inter de Milão). A presença de jogadores de diferentes nacionalidades e clubes evidencia que o talento não conhece fronteiras, desde que haja um ambiente favorável à livre competição. O futebol europeu, com seu modelo de ligas privadas e gestão empresarial, é o contraste perfeito com as estatais sul-americanas, onde a incompetência administrativa e a corrupção afastam investidores.
Por que isso importa para a Nigéria e para o Brasil? Porque revela que o desenvolvimento esportivo não vem de políticas públicas paternalistas, mas de investimento privado, meritocracia e contratos justos. Os países que mais produzem talentos são aqueles que permitem que as forças de mercado operem. A Nigéria, com sua enorme população jovem, poderia estar exportando mais atletas do que exporta, se não fosse o excesso de regulação e a falta de infraestrutura. O mesmo vale para o Brasil, que fica para trás enquanto seus melhores jogadores precisam emigrar para sobreviver.
A FORTIS NEWS analisa os números com lupa de livre mercado: cada gol é um atestado de que a fórmula funciona. Não há mágica, mas sim um ecossistema onde jogadores são donos de seus talentos e clubes competem por excelência. Quando o Estado interfere, seja com tabelamento de ingressos, seja com leis trabalhistas que punem o contrato esportivo, quem perde é o espetáculo e o torcedor.
É claro que há críticos que apontam a desigualdade entre clubes ricos e pobres na Europa. Mas a resposta também vem do mercado: novos investidores entram, ligas se expandem, e a competitividade se mantém. O problema não é o capitalismo, e sim a falta dele em outros continentes. Enquanto isso, a lista de artilheiros segue sendo uma vitrine do que a liberdade pode produzir.
Por Renan Filho · 2026-09-24