O atacante Victor Osimhen, principal referência ofensiva da Nigéria, está apto a retornar após a pausa internacional de setembro. A informação foi confirmada pelo Napoli em nota oficial divulgada nesta terça-feira, na qual o clube italiano informa que o jogador concluiu o protocolo de recuperação de uma lesão muscular na coxa direita, sofrida durante a partida contra a Lazio, em 19 de agosto.
Osimhen não atuou nas três rodadas seguintes da Serie A, período em que o Napoli somou quatro pontos. Agora, com a pausa para as eliminatórias africanas da Copa do Mundo, o jogador se junta à delegação nigeriana para os confrontos contra Benim e Ruanda, válidos pelas rodadas 3 e 4 do Grupo C.
A Federação Nigeriana de Futebol (NFF) confirmou, em comunicado, que Osimhen foi convocado e viajará para Abuja ainda nesta semana. O técnico José Peseiro declarou à imprensa local que o atacante está “100% fisicamente” e que sua presença “eleva o nível competitivo do grupo”.
Por que isso importa — A Nigéria ocupa atualmente a segunda colocação do Grupo C, com quatro pontos, atrás do líder Benim. Uma vaga direta para a Copa de 2026 é o objetivo, e Osimhen é o artilheiro da seleção nas eliminatórias, com três gols em dois jogos. Sem ele, o ataque nigeriano perdeu poder de fogo, como ficou evidente no empate sem gols contra o Lesoto em junho.
Análise FORTIS — O retorno de Osimhen ilustra um ponto central do futebol moderno: a gestão de ativos humanos em um mercado globalizado. O Napoli, ao investir em departamento médico de ponta e protocolos individualizados, conseguiu recuperar seu principal jogador em tempo recorde — menos de 30 dias para uma lesão muscular grau 2. Enquanto isso, federações como a NFF dependem quase exclusivamente da boa vontade dos clubes para ter seus atletas à disposição. Não há, na estrutura do futebol africano, o mesmo nível de investimento em prevenção e recondicionamento que se vê na Europa. A diferença não é de talento, mas de gestão e capital.
Contraponto — É preciso cautela. Osimhem retorna sem ter feito um jogo completo desde a lesão. O Napoli liberou o jogador para a seleção, mas não há garantia de que o ritmo de jogo esteja pleno. A sobrecarga de partidas em gramados muitas vezes irregulares na África aumenta o risco de recaída. O próprio jogador, em publicação nas redes sociais, admitiu que “precisa de minutos para readquirir confiança”. A torcida nigeriana espera gols, mas a comissão técnica precisa dosar a carga.
Por Renan Filho · 2026-09-22