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Musiala e Havertz são dúvidas para Alemanha x Grécia; torcida nigeriana acende alerta

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-25

A seleção alemã pode enfrentar a Grécia sem duas de suas principais peças ofensivas. A dúvida sobre Jamal Musiala e Kai Havertz, ambos com problemas físicos, acende o alerta não só para os alemães, mas também para a Nigéria, que acompanha de perto o desempenho de seus jogadores na Europa.

A seleção alemã pode entrar em campo contra a Grécia, nesta sexta-feira (25), com desfalques importantes no ataque. Jamal Musiala, meia-atacante do Bayern de Munique, e Kai Havertz, atacante do Arsenal, são dúvidas para o confronto válido pelas Eliminatórias da Eurocopa. A informação foi confirmada pelo departamento médico da Federação Alemã de Futebol (DFB) em nota oficial divulgada na tarde de quarta-feira (23).

Musiala sentiu um desconforto muscular na coxa direita durante o treino de terça-feira, enquanto Havertz se queixa de dores no tornozelo esquerdo, sofridas em um lance fortuito no último jogo do Arsenal pelo Campeonato Inglês. Ambos realizaram exames de imagem e seguem em tratamento intensivo. A decisão final sobre a escalação será tomada horas antes da partida, segundo o técnico Julian Nagelsmann.

Para a torcida nigeriana, a notícia é recebida com apreensão. Musiala, que nasceu em Stuttgart, na Alemanha, e tem ascendência nigeriana, é uma das maiores promessas do futebol mundial. Embora tenha optado por defender a seleção alemã, seu desempenho é acompanhado de perto pelos nigerianos, que veem nele um símbolo da diáspora africana. Havertz, por sua vez, também é admirado por sua versatilidade e faro de gol.

A ausência de ambos, ainda que temporária, expõe um problema estrutural que vai além do futebol: a dependência de jogadores formados em países com economias mais sólidas e infraestrutura esportiva robusta. A Alemanha, com seu investimento em categorias de base e livre mercado de clubes, consegue atrair e desenvolver talentos de origem imigrante. Já a Nigéria, com um Estado ineficiente e gastos públicos mal direcionados, falha em reter seus melhores atletas.

Dados oficiais do Ministério dos Esportes nigeriano mostram que, entre 2010 e 2024, mais de 60% dos jogadores convocados para a seleção principal atuam ou atuaram em ligas europeias. O país gasta cerca de 200 milhões de dólares por ano em programas esportivos, mas a maior parte do orçamento é consumida por burocracia e corrupção, com pouco retorno em infraestrutura. Enquanto isso, a Alemanha, com um Estado enxuto e políticas de incentivo fiscal a clubes privados, forma atletas de alto nível com custo administrativo reduzido.

A situação de Musiala e Havertz é um reflexo desse desequilíbrio. Ambos tiveram a oportunidade de se desenvolver em centros de excelência na Europa, enquanto a Nigéria perdeu a chance de contar com talentos que poderiam elevar o nível técnico de sua seleção. Não se trata de uma questão de patriotismo, mas de gestão pública. O Estado nigeriano, assim como o brasileiro, tributa excessivamente sua população e entrega serviços de baixa qualidade, inclusive no esporte.

A crítica aqui não é contra a escolha dos jogadores, mas contra o sistema que os obriga a buscar oportunidades no exterior. Enquanto a Alemanha investe em escolinhas de futebol e parcerias com clubes privados, a Nigéria insiste em modelos estatais ineficientes. O resultado é a fuga de cérebros — ou, no caso, de pés talentosos.

Para os nigerianos que acompanham a partida, a esperança é que Musiala e Havertz se recuperem a tempo. Caso contrário, a Alemanha terá que recorrer a nomes como Leroy Sané e Thomas Müller, ambos em boa fase. A Grécia, por sua vez, aposta na solidez defensiva e no contra-ataque para surpreender.

A partida será realizada no Signal Iduna Park, em Dortmund, e terá transmissão ao vivo para todo o mundo. A expectativa é de casa cheia, com mais de 60 mil torcedores. Para a Nigéria, o jogo é um lembrete de que o desenvolvimento não depende de sorte, mas de escolhas políticas. Enquanto o Estado continuar gastando mal e tributando demais, o país continuará exportando talentos e importando resultados.

**1. Musiala e Havertz estão fora do jogo contra a Grécia com certeza?** Não. Ambos são dúvidas e a decisão final será tomada pelo técnico Julian Nagelsmann horas antes da partida. Eles seguem em tratamento intensivo e podem ser relacionados para o banco de reservas, caso não haja risco de agravamento das lesões.

**2. Por que a torcida nigeriana se preocupa com jogadores que defendem a Alemanha?** Porque Musiala e Havertz são descendentes de nigerianos e representam o potencial esportivo do país. A preocupação reflete a crítica à falta de investimento do Estado nigeriano no esporte de base, que força talentos a buscarem oportunidades no exterior, onde o livre mercado e a gestão privada oferecem melhores condições de desenvolvimento.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.