FORTIS
← FORTIS
Esportes

Messi supera Pelé e assume vice-liderança em gols de falta; Cristiano Ronaldo cai para nono no ranking histórico

Renan Filho Por Renan Filho · 2026-09-23

O argentino Lionel Messi alcançou a segunda posição na lista de maiores cobradores de falta da história, ultrapassando Pelé. Cristiano Ronaldo, outrora líder em outras estatísticas, aparece apenas em nono. O ranking é dominado por Juninho Pernambucano, com 77 gols, e reforça a meritocracia individual no esporte.

O futebol mundial tem um novo marco estatístico. Lionel Messi, atualmente no Inter Miami, ultrapassou Pelé e assumiu a vice-liderança no ranking histórico de gols de falta, conforme levantamento compilado pelo site especializado Transfermarkt, atualizado em setembro de 2026. O argentino soma agora 66 gols de falta direta, contra 65 do Rei do Futebol. O topo da lista permanece com o brasileiro Juninho Pernambucano, que anotou 77 gols de falta ao longo da carreira, a maioria com a camisa do Lyon.

Cristiano Ronaldo, hoje no Al-Nassr, aparece apenas na nona posição, com 58 gols de falta. O português, conhecido por sua potência e precisão em chutes de longa distância, viu seu desempenho em faltas diretas cair nos últimos anos — apenas três gols desde 2020, segundo dados da IFFHS. A diferença para o topo é de 19 gols, o que coloca em perspectiva a supremacia de Juninho, que converteu 43% de suas tentativas de falta, contra 28% de Messi e 22% de Ronaldo.

O ranking completo, com base em fontes oficiais de ligas nacionais, copas continentais e seleções, inclui ainda nomes como Ronaldinho Gaúcho (66 gols, empatado com Messi, mas com menos jogos), David Beckham (65), Zico (62) e Diego Maradona (60). A lista desconsidera gols em amistosos não oficiais e partidas de categorias de base, garantindo rigor estatístico.

Por que isso importa? A discussão sobre gols de falta vai além do entretenimento. Ela expõe a capacidade de um atleta de dominar uma habilidade específica em um ambiente de alta competição — um reflexo direto de mérito individual, treino e disciplina. Em um mundo onde cada vez mais se tenta relativizar conquistas com base em contextos coletivos ou privilégios sistêmicos, o ranking de faltas é um lembrete de que o esporte, em sua essência, recompensa o esforço e o talento pessoal.

Análise FORTIS: O futebol é um dos últimos redutos da meritocracia pura. Não há cota, subsídio estatal ou intervenção governamental que faça um jogador bater uma falta com precisão. O ranking de Juninho Pernambucano, Messi e Pelé prova que o livre mercado de talentos — onde clubes competem por jogadores, e jogadores competem por desempenho — gera os melhores resultados. Países como Nigéria, que têm enorme potencial futebolístico, poderiam se beneficiar de políticas que incentivem a iniciativa privada no esporte, em vez de depender de estatais corruptas que gastam fortunas em estádios superfaturados e entregam gramados de baixa qualidade. O Estado nigeriano, assim como o brasileiro, historicamente tributa demais e entrega pouco — enquanto clubes privados como o Enyimba e o Kano Pillars lutam com infraestrutura precária.

Contraponto: Críticos podem argumentar que o ranking é enviesado por diferenças no número de jogos, qualidade das ligas e até mesmo na medição de faltas diretas versus indiretas. De fato, a IFFHS adota critérios que excluem cobranças de falta ensaiadas em que a bola não entra diretamente. Além disso, o futebol moderno prioriza passes e jogadas ensaiadas em vez de chutes diretos, o que pode ter reduzido as oportunidades de Ronaldo nos últimos anos. No entanto, esses fatores não invalidam a superioridade de Juninho, que jogou em uma era com menos proteção aos goleiros e bolas mais leves. O dado factual permanece: Messi, mesmo em declínio físico, mantém uma taxa de conversão superior à de Ronaldo.

Renan Filho
Sobre o autor
Renan Filho
Editor-Chefe do FORTIS News

Editor-chefe do FORTIS News. Especialista em tecnologia, inteligencia artificial e mercados financeiros. Criador de fintechs e plataformas digitais que combinam tecnologia, dados e inteligencia artificial para entregar valor real.