A notícia chegou como um choque para os defensores do politicamente correto no futebol: a goleira do Atlético de Madrid, time da primeira divisão espanhola, anunciou que criou uma conta no OnlyFans, plataforma de conteúdo adulto. A atleta, que não teve o nome divulgado pela diretoria do clube em nota oficial, publicou em suas redes sociais um link para o perfil, afirmando que a decisão foi tomada para "complementar a renda" e ter "liberdade financeira".
O caso, que rapidamente viralizou, reacendeu um debate incômodo para a esquerda e para o establishment do futebol feminino. Afinal, como conciliar o discurso de empoderamento feminino com a realidade de que jogadoras de elite precisam recorrer a plataformas de conteúdo adulto para sobreviver? A resposta, para o FORTIS NEWS, é simples: o mercado de trabalho no futebol feminino é distorcido por subsídios estatais, cotas artificiais e uma narrativa ideológica que não se sustenta sem injeção constante de dinheiro público.
O contexto é crucial. Enquanto os salários no futebol masculino explodem graças à demanda de mercado, bilheteria, patrocínios e direitos de transmissão, o futebol feminino sobrevive à base de repasses de federações, leis de incentivo fiscal e, em muitos casos, dinheiro de clubes que usam o time feminino como propaganda de "inclusão". A realidade factual, ignorada pelos arautos da narrativa, é que a audiência e a receita do futebol feminino são uma fração ínfima do masculino. Não por machismo, mas por escolha do consumidor.
A goleira do Atlético de Madrid, ao optar pelo OnlyFans, tomou uma decisão racional de livre mercado. Ela identificou que seu ativo mais valioso no momento — seu corpo e sua imagem — poderia gerar mais renda do que seu salário como atleta profissional. E agiu. Isso é a essência do liberalismo: o indivíduo dispondo de sua propriedade (o próprio corpo) da forma que lhe convém, sem pedir licença a burocratas ou moralistas de plantão.
Por que isso importa? Porque expõe a hipocrisia de quem defende o "empoderamento feminino" mas ataca a mulher que decide lucrar com sua sexualidade. A mesma esquerda que aplaude a "diversidade" e a "liberdade de expressão" quando se trata de pautas identitárias, rapidamente recorre ao moralismo quando a liberdade individual fere sua cartilha. A goleira não está sendo explorada; ela está explorando uma oportunidade de mercado que a estrutura do futebol feminino — artificialmente inflada por políticas públicas — não conseguiu lhe oferecer.
A análise FORTIS é direta: o Estado não deve interferir nessa escolha. Nem para proibir, nem para subsidiar. A decisão da atleta é privada e deve ser respeitada. O que o Estado deveria fazer, em vez de gastar milhões em leis de incentivo ao futebol feminino que geram empregos de baixa remuneração, é reduzir a carga tributária sobre todos os trabalhadores para que ninguém precise recorrer a plataformas de conteúdo adulto para complementar a renda. Esse é o verdadeiro empoderamento: dinheiro no bolso, não discurso vazio.
Contraponto: é claro que surgirão vozes acusando a goleira de "reforçar estereótipos" ou de ser "vítima do sistema". Essas críticas, no entanto, partem de um pressuposto paternalista: o de que a mulher adulta não é capaz de decidir o que é melhor para si. A verdade factual é que a taxa de retorno financeiro por hora trabalhada no OnlyFans é, para muitas mulheres, superior à de qualquer emprego formal que exija qualificação similar. Dados do próprio site indicam que os 10% maiores criadores ganham mais de US$ 100 mil por ano. A goleira, com sua base de fãs do futebol, certamente está nesse grupo.
A pergunta que fica não é sobre moral, mas sobre mercado: se o futebol feminino não consegue pagar salários dignos, por que o contribuinte deveria financiá-lo? A resposta é simples: não deveria. O dinheiro público gasto em estádios vazios e salários de atletas de baixa audiência poderia ser devolvido ao contribuinte ou investido em saúde e educação. O caso da goleira do Atlético de Madrid é um sintoma de um modelo falido, não uma aberração moral.
Por Renan Filho · 2026-09-25